Disputa do Governo em MS segue embolada, com André na liderança e sete empatados em 2º

| O JACARé/EDIVALDO BITENCOURT


Eduardo Riedel e Tereza Cristina podem repetir Reinaldo e Delcídio em 2014, quando um disputaria o governo e o outro o Senado, mas acabaram se enfrentando pela Governadoria (Foto: Arquivo)

Levantamento do Instituto Ranking mostra que a disputa pela sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB) segue embolada e sem favoritos em Mato Grosso do Sul. O ex-governador André Puccinelli (MDB) lidera a disputa, mas com sete candidatos empatados na margem de erro e com chances de chegar a eventual segundo turno, segundo pesquisa do Instituto Ranking, realizada com 2 mil eleitores em 20 cidades entre os dias 9 e 12 deste mês.

A um ano e quatro meses das eleições de 2022, o cenário segue estável. No entanto, a pesquisa não considerou o cenário mais provável, no momento, que é o prefeito da Capital, Marquinhos Trad, sendo o candidato do PSD, no lugar do irmão, o senador Nelsinho Trad, e do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (sem partido). Também colocou na mesma simulação a senadora Soraya Thronicke e o deputado estadual Capitão Contar, ambos do PSL.

No primeiro cenário, com uma infinidade de candidatos, André segue na liderança com 10,30%, seguido pela Professora Rose, com 7,50%, pela ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina (DEM), com 4,70%, do secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), com 4,20%, pelo ex-governador Zeca do PT, com 3,6%, por Nelsinho, com 3,2%, Odilon com 3,10% e Marquinhos, 2,30%.

Em relação a março, quando houve levantamento semelhante, Puccinelli segue estável, já que estava com 9,18%. Como a margem de erro é de 2,5% para mais ou menos, estão empatados em segundo Rose, Tereza, Riedel, Zeca, Nelsinho, Odilon e Marquinhos.

Coronel David (sem partido) surge com 1,70%, seguido pela senadora Simone Tebet (MDB), com 1,65%, Capitão Contar, com 1,50%, Soraya, com 1,30%, e o ex-vereador Vinicius Siqueira (PROS), com 1,1%.

No segundo cenário, com menos candidatos, Puccinelli aparece com 11,65%, contra 12,06% em março; Rose tem 9,30%, estável em relação aos 9,18% do levantamento anterior; Tereza fica em 3º, com 6,65%. Em 4º lugar, Eduardo Riedel ainda não decolou, apesar da ofensiva feita pelo Governo do Estado, passando de 5,82% para 6,2%.

A volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conseguiu recuperar os direitos políticos, animou Zeca do PT, que admitiu ser candidato e conseguiu subir na pesquisa, de 3,65% para 5,3%. O anúncio de Nelsinho, de que desistiu de disputar o Governo, repercutiu no levantamento, já que passou de 6,28% para 4,20%. O Ranking não separou Odilon (3,4%) e Marquinhos (3,10%).

O mais rejeitado é o ex-governador André Puccinelli, com 15,4%, reflexo da condenação por ter coagido servidores comissionados a votar em Edson Giroto e vereadores em 2012 e da Operação Lama Asfáltica. O emedebista começa a ser julgado neste mês pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

O segundo mais rejeitado é Zeca, que sente o reflexo da ojeriza ao PT. Também alvo de denúncias de corrupção e até condenado por improbidade no escândalo do lixo, o senador Nelsinho é o 3º mais rejeitado, com 8,29%.

O levantamento não pesquisou o cenário mais provável no atual momento. Eduardo Riedel segue como o candidato a governador do PSDB, com a missão de defender o legado de Reinaldo. Marquinhos é o nome do PSD para disputar o Governo, enquanto Soraya é franca favorita no PSL. Zeca do PT é o candidato da esquerda, mas poderá ceder a vaga para Ricardo Ayache, presidente da Casssems, cotado para ser o candidato do PSB.

A candidatura de Lula poderá levar a esquerda a apoiar a candidatura de Marquinhos em uma ampla aliança costurada pelo PT, que inclui o candidatura do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), ao Governo de Minas Gerais.

Coronel David pode disputar o cargo de governador como nome de Bolsonaro, caso a ministra Tereza Cristina não seja convencida pelo presidente da República a lhe garantir um palanque em 2022 em MS.

Caso a ministra da Agricultura opte pelo Governo, Simone pode disputar a reeleição no cenário em que teria mais chance ao enfrentar o ex-aliado Reinaldo Azambuja, acusado de receber R$ 67,791 milhões em propinas da JBS pelo Ministério Público Federal.

O maior exemplo de que o cenário só é definido na véspera das convenções ocorreu em 2014, quando Reinaldo cogitava fazer dobradinha com o senador Delcídio do Amaral, na época no PT. No final das contas, vetados pelo PT e PSDB, o tucano disputou o Governo e derrotou Delcídio no segundo turno.

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