Centenas de professores rejeitaram a proposta de reajuste de 8,5% da Prefeitura de Campo Grande nesta terça-feira (9) e continuam em greve. Eles estiveram reunidos na ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) e rejeitaram a proposta, em uma reunião que durou meia hora. O índice pedido pela categoria é de 13,01%.

A Prefeitura de Campo Grande apresentou nova proposta aos professores da rede municipal durante reunião na tarde da segunda-feira (8). Foi oferecido um reajuste de 8,5%, parcelados em seis vezes, sendo que a primeira parcela seria de 0,5% e já sairia em julho. As restantes seriam de 1,33%, repassadas mensalmente até dezembro.

Para a professora Zélia Aguiar, a categoria não aceitou o reajuste porque ficaria prejudicada. "Se a gente aceita agora esse índice abaixo do piso que pedimos, no ano que vem vão propor a mesma coisa e a gente vai ter que aceitar novamente".

A categoria fez outra proposta e pede os mesmos 13,01% divididos em parcelas de 1% em junho e julho, 2% em agosto, setembro, outubro e novembro e 3,01% em dezembro. Essa proposta será levada por uma comissão ainda nesta manhã para a Prefeitura. Os demais professores seguem para a Câmara para pedir apoio dos vereadores.

Segundo o presidente do sindicato Geraldo Gonçalves, os professores só querem que a lei seja cumprida. "Não vamos aceitar pressão para voltar ao trabalho". Uma nova reunião deve ser feita nesta terça, as 15h, para definir o seguimento da greve e uma possível contraproposta da Prefeitura.

Desde a segunda-feira vigora uma multa diária de R$ 50 mil estabelecida pela justiça para que os professores voltem ao trabalho. Geraldo disse que o advogado do sindicato já faz a defesa. "Vamos argumentar contra a multa e tentar derrubá-la na justiça".

Durante a reunião de ontem, estiveram reunidos com os representantes do sindicato dos professores, o chefe de gabinete do Prefeito, Paulo Matos, o vereador Edil Albuquerque (PMDB) - líder do prefeito na Câmara, o vereador João Rocha (PSDB), o secretário de finanças Ivan Jorge e o secretário de administração Wilson do Prado.

Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) estão em greve desde o dia 25 de maio, completando nesta segunda-feira duas semanas de paralisação. Atualmente o piso salarial para 20 horas semanais é de R$ 1.697,00 com o reajuste o valor sobe para R$ 1.917,00. A Reme conta com 96 escolas que atendem a 101 mil alunos. Ao todo são 8 mil professores, sendo 2.334 contratados e os demais concursados.

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