Moradores de MS vão entrar em testes de 2 vacinas contra covid

Secretaria de Saúde aguarda autorização da Anvisa para testar duas vacinas em 3 mil profissionais de saúde de MS

| PAULA MACIULEVICIUS BRASIL / CAMPO GRANDE NEWS


Vacinas que já vinham sendo testadas em outros estados dese julho e agosto, chegam a MS também. (Foto: Itamar Crispim/Fiocruz)

A Secretaria Estadual de Saúde está no aguardo da autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para Mato Grosso do Sul participar dos testes de duas vacinas contra a covid-19, a Coronavac, do laboratório Sinovac Biotech e a Ad26.COV2.S, do Janssen-Cilag.

Segundo o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, assim que houver a liberação da Anvisa, o programa deve ser melhor explicado. Serão 3 mil voluntários para a testagem, 1 mil para uma vacina e os outros dois mil para a segunda. 'Serão profissionais de saúde voluntários que serão monitorados durante um ano', explica Resende.

Os critérios incluem profissionais de saúde da linha de frente ao combate da covid, entre 18 e 65 anos e outras condições, como não ter nenhum comorbidade. Durante um ano serão feitos os testes e os exames de rotina no laboratório central.

'Estamos aguardando toda documentação da Anvisa para elaboração do processo', disse Resende sem detalhar uma previsão.

Vacinas - Desde agosto a Anvisa vem autorizando testes da vacina da Janssen-Cilag pelo País. Com o nome de Ad26.COV2.S, a vacina tem na sua composição um vetor recombinante, não replicante, de adenovírus tipo 26 (Ad26), construído para codificar a proteína (Spike) do vírus Sars-CoV-2 (o novo coronavírus). Já a CoronaVac, que teve os testes começados em julho, é produzida com vírus inativados do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para inoculação em humanos. Segundo o laboratório Sinovac, com a aplicação de duas doses, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19.

Com data já para outubro, Mato Grosso do Sul vai participar dos testes da vacina BCG, usada para prevenir a tuberculose, para a covid-19. O estudo realizado pela Fiocruz e o Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, da Austrália, vai concentrar as pesquisas em dois mil profissionais da saúde de Campo Grande.

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