Ex-prefeito continua foragido e operação contra corrupção apreendeu mais de R$ 250 mil

| DOURADOSNEWS / ADRIANO MORETTO


Ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja, teve mandado de prisão expedido pela Justiça - Crédito: Reprodução

Balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (22/9) aponta para apreensão de mais de R$ 250 mil durante cumprimentos de mandado de busca e apreensão dentro da Operação Dark Money, que visa combater esquema de corrupção de aproximadamente R$ 23 milhões em Maracaju. 

O ex-prefeito da cidade, Maurílio Ferreira Azambuja (MDB), continua foragido. Ele é um dos alvos de mandados de prisão temporária emitido pela Justiça de Mato Grosso do Sul. 

Já as outras seis determinações judiciais contra o ex-secretário de Finanças Lenilso Carvalho Antunes, Daiana Cristina Kuhn, que também atuou na Secretaria de Finanças, Iasmim Cristaldo Cardoso, Pedro Everson Amaral Pinto, Fernando Martinelli Sartori e Moisés Freitas Victor, acabaram cumpridas.

De acordo com o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) durante as ações nos endereços determinados, os policiais apreenderam R$ 109 mil em cheques e R$ 143 mil em espécie. Também houve apreensões de eletrônicos, smartphones, computadores, documentos, 10 veículos, um barco, além de armas de fogo e munições de vários calibres. 

Joias, discos rígidos e diversas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas acabaram bloqueadas pela Justiça. Os presos nesta manhã já passaram por exame de corpo de delito e audiência de custódia e serão encaminhados até Campo Grande. 

O esquema

A Operação Money foi desencadeada pelo Dracco para investigar esquema de corrupção que pode ter desviado R$ 23 milhões dos cofres públicos de Maracaju.

Conforme as apurações, foi constatado a existência de uma conta bancária usada de fechada onde houve a movimentação de mais de 150 repasses de recursos financeiros em menos de um ano.

Nesse negócio, integrantes do alto escalão da administração municipal emitiram mais de 600 lâminas de cheques, totalizando a quantia estipulada pelos investigadores, “sem qualquer lastro jurídico para amparar os pagamentos”. 

Ainda de acordo com o Dracco, muitas empresas beneficiadas com o dinheiro não mantinham relação jurídica com a prefeitura (licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira). 

Também não foram encontradas notas fiscais relacionadas aos serviços prestados e os valores não eram submetidos a empenho de despesas.  

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