Coração de mãe tentou "evitar", mas incêndio levou o único filho de Lucimar

| ADRIANO FERNANDES, GEYSE GARNES E ANA BEATRIZ RODRIGUES / CAMPO GRANDE NEWS


Veículo da pax que transportou o corpo da vítima até o IMOL, diante do local do incêndio. (Foto: Paulo Francis)

Diz o ditado popular que o coração de mãe não se engana, mas estar errada era tudo que Lucimar poderia querer nesta terça-feira (23). Durante o combate às chamas na tapeçaria onde o filho único, Lucas Correia Queiroz, de 21 anos, trabalhava ela disse que não deixou o jovem sair de casa durante a última semana, porque estava com um 'mal pressentimento'. Mas nem todo o cuidado da mãe foi o suficiente para evitar o pior.

Seis horas e meia após o início do incêndio, Lucas foi encontrado sem vida em meio aos escombros do que restou da Casa do Tapeceiro, no Bairro Amambai. Até então a esperança da família era de que o garoto pudesse estar desmaiado ou escondido nos fundos da loja.

Às 23h38, no entanto, Lucimar recebeu a notícia que nenhuma mãe jamais deveria ouvir. Um dezena de pessoas, dentre amigos e familiares, acompanharam o árduo trabalho dos militares do Corpo de Bombeiros, desde a tarde desta terça-feira (23). Com a chegada da pax que transportou o corpo no final desta noite, todos entraram em desespero, visivelmente abalados.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo do garoto foi encontrado próximo a uma escada que dá acesso ao primeiro andar do prédio. Peritos da Polícia Civil ainda estão no local e farão os levantamentos iniciais da investigação, que vai apurar as circunstâncias do incêndio. O caso deve ser registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.

Tragédia - A chamas começaram a se alastrar pelo estabelecimento por volta das 16h. A Casa do Tapeceiro fica na Rua Barão do Rio Branco esquina com Alan Cardec, próximo à antiga rodoviária, no Centro de Campo Grande. O incêndio teria começado com por causa de uma brincadeira entre Lucas e um outro amigo, Eduardo, também funcionário da empresa.

A informação foi dada pelo próprio rapaz ao Corpo de Bombeiros. As chamas rapidamente tomaram conta do prédio. Quando os primeiros produtos começaram a pegar fogo, Lucas correu para o fundo da loja e o amigo para a frente. Na sequência o Corpo de Bombeiros foi chamado. As chamas só foram controladas cerca de 5h depois, por volta das 21h.

A estrutura do prédio foi bastante comprometida e um amontoado com o que sobrou dos restos de tecido, espuma e madeiras, atingidos pelo incêndio, se formou na calçada da Rua Barão do Rio Branco, durante a retirada dos escombros.

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