Sala Lilás completa um ano com atendimento humanizado em Caarapó

| DA REDAçãO / MS NEWS


Sala Lilás: atendimento diferenciado e qualificado às mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência, facilitando o acesso à justiça e incentivando as denúncias. Foto: Divulgação

A Sala Lilás de Caarapó, instalada nas dependências da Polícia Civil, completa nesta terça-feira (22) um ano de inauguração. Trata-se de local que tem por objetivo oferecer atendimento diferenciado e qualificado às mulheres em situação de violência, incluindo atendimento também para crianças (de ambos os sexos) e meninas adolescentes, que tenham tido seus direitos violados, facilitando o acesso à justiça e incentivando as denúncias.

Em Caarapó-MS, a Sala Lilás foi implantada provisoriamente em no dia 12 de maio de 2020, quando se iniciaram os atendimentos em sala anexa ao plantão da unidade policial. Porém, com o aumento da demanda e procura pelos serviços disponibilizados, a Sala Lilás conquistou espaço próprio, que foi inaugurado há um ano – em 2021 - e atua diariamente no atendimento de mulheres, crianças e adolescentes em situação de violação de direitos.

De acordo com a Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres de Caarapó, órgão da prefeitura municipal, junto com a sala Lilás o município pode proporcionar às mulheres um espaço e um atendimento mais humanizado e especializado, sendo uma conquista para as cidades que não possuem uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), mas que concentram altos índices de ocorrência por violência doméstica.

“A iniciativa de implementação da Sala Lilás na Delegacia de Polícia Civil trouxe melhorias significativas no acolhimento e atendimento humanizado às vítimas de violência doméstica no município. O registro de ocorrências realizado em ambiente reservado, garantindo sigilo e conforto à comunicante/vítima tem demonstrado uma procura crescente pelo público feminino”, sublinha a coordenadora da área de Políticas Públicas para Mulheres, Bruna Gayozo.

Segundo a coordenadora, os atendimentos e encaminhamentos de casos, trabalho realizado em conjunto com as equipes técnicas da Secretaria Municipal de Assistência Social, em especial o CREAS, têm trazido bons resultados, seja pela articulação das equipes de atendimento e enfrentamento da violência doméstica, seja pela comunicação diária estabelecida entre o CREAS, Conselho Tutelar, Polícia Militar e a Delegacia Civil na troca de informações sobre os casos de violência doméstica e intrafamiliar.

A técnica responsável pela sala Lilás, Rosemary Ferraz Pajanotti, observa que que, além do registro da ocorrência por meio do B.O, a Sala de Atendimento à Mulher promove esclarecimentos e orientações à mulher/vítima para que a mesma tenha conhecimento e garantia da salvaguarda de seus direitos.  “É garantido ainda que a vítima seja ouvida exclusivamente por agente feminina e tenha seu relato credibilizado com respeito, dignidade, imparcialidade e humanidade. Nessa perspectiva, o atendimento é feito de forma individualizada e sigilosa, sempre em parceira com os demais órgãos - Ministério Público, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, CREAS e outros”, acrescenta a técnica.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sustenta que a elaboração e a implementação de políticas para as mulheres deve ser prioridade, cabendo defender a dignidade de todas as mulheres de forma integral, dando suporte para que contribuam com o bem comum, de forma solidária e com a subsidiariedade do Estado; combater todas as formas de violência contra a mulher e promover sua atenção integral; e contribuir para a inserção e a igualdade de acesso e de oportunidade para todas as mulheres na esfera econômica, política e social, além da formulação, coordenação e articulação de políticas públicas para as mulheres, incluídas atividades antidiscriminatórias em suas relações sociais e o combate a todas as formas de violência contra a mulher.

Em publicação no seu portal, o ministério destaca que, uma vez que a mulher pode ser criança, jovem ou idosa, negra, branca ou indígena, apresentar ou não alguma deficiência, ser imigrante ou estar em situação de rua, dentre outras particularidades, a mulher é cuidada por todo o Ministério, de forma transversal e integrada.

A promoção, a proteção, a defesa e o enfrentamento a violações dos direitos das mulheres consideram, portanto, a integralidade da mulher, na perspectiva da família e da sociedade, buscando o fortalecimento de seus vínculos familiares e sociais e a promoção da solidariedade intergeracional.

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