Risco à saúde; MAPA realiza operação de combate à fraude no mel
| DOURADOSNEWS / JHONATAN XAVIER
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou nos estados do Rio Grande do Sul e Pará uma operação para combater a prática de fraude no mel brasileiro. Na ação foram realizadas coletas de amostras de mel nos comércios varejistas, abrangendo produtos elaborados em estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) e em estabelecimentos com equivalência no Sisbi-POA, para análises físico-químicas, incluindo a pesquisa de adulteração por açúcares C-4 (por exemplo xaropes de milho ou de cana-de-açúcar).
De acordo com o MAPA, 14,14% das amostras apresentaram resultados de adulteração por açúcares C-4. A detecção de C4 indica a fraude por uso de açúcares na alimentação das abelhas ou por adição direta no processamento do mel, o que é proibido.
Entre os estabelecimentos produtores de mel com registro no SIF, 66 foram amostrados. Destes estabelecimentos, 28 apresentaram amostras com resultados não conformes.
“A adulteração de mel é considerada fraude conforme definição constante do artigo 504 § 2º inciso II do decreto 9.013/17. Para garantir a segurança dos produtos e o comércio lícito, a coleta de amostras para análise é uma questão importante para verificação da autenticidade do mel”, disse Ana Lúcia Viana, diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal.
No dia 13 de fevereiro deste ano, em Dourados, a Polícia Civil por meio da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e com apoio da 1ª Delegacia da cidade, desencadeou a operação “Dextrina”.
Conforme o Dourados News mostrou na época, foram identificadas algumas pessoas que falsificaram e adulteram o mel, adicionando glicose, dextrina e outros produtos químicos a sua composição.
A situação foi comprovada após análise técnica do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), o que levou a representação por busca e apreensão nas residências e na empresa dos investigados. Os locais onde ocorreram as ações não foram divulgados pela polícia.
Em uma das casas, os policiais encontraram selos e outros documentos que comprovam a falsidade.
Na ocasião foi determinado o fechamento da empresa que não possui autorização legal para funcionar, bem a entrega de todo o material à Vigilância Sanitária para destruição.
O mel impuro pode trazer graves problemas de saúde a quem é diabético ou tem problemas renais, cardíaco ou do fígado.
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