Com Name preso, acabou fuzilamento, diz delegado

Afirmação foi feita pelo delegado Carlos Delano Gehring

| LUCIA MOREL, ANAHí ZURUTUZA E ANA BEATRIZ RODRIGUES / CAMPO GRANDE NEWS


Delegado Carlos Delano no Tribunal do Júri esta tarde (Foto: Paulo Francis)

Depoimento do delegado Carlos Delano Gehring Leandro de Souza, que fez parte da força-tarefa da Operação Omertà, que colocou na prisão Jamil Name Filho e outros integrantes de organização criminosa acusada de diversos crimes, revela que depois que foram presos, não houve mais cometimento de crimes com uso de fuzil em Campo Grande.

Delano respondeu à seguinte pergunta do promotor de Justiça Douglas Oldegardo com um sonoro “não': “depois da prisão dos acusados, Campo Grande voltou a ver crime semelhante, praticado com fuzil, em plena luz do dia? Carros queimados logo depois e etc?'.

O delegado ainda destacou a responder outro questionamento, que sabe que o crime foi cometido por organização criminosa porque “ninguém fala nada. A liderança é forte e tem poder econômico. Há trânsito com autoridades. Há eliminação de provas. Há vários elementos que indicam que sim, foi uma organização criminosa', sentencia no depoimento.

Lembra ainda que o nome dado à operação, Omertà, remete ao pacto de silêncio vivido na máfia italiana.

Defesa - Advogado Márcio Sandim, que faz a defesa de Vladenilson Daniel Olmedo, conhecido como 'Vlad', fez três perguntas a Delano, que afirmou que ficou comprovado que Vlad cuidou a casa do Matheus dias antes do crime, mas não soube confirmar se ele entregou armamento para alguém cometer o crime ou se ele estava perto do local no dia do assassinato.

A defesa de Marcelo Rios, Márcio Widal, também foi sucinta, e as respostas do delegado foram não para as três seguintes perguntas: se sabia dizer se “Zezinho', se referindo a José Moreira Freire, foi até a casa de Rios; se foi Marcelo quem entregou armamento para a execução; se foi o réu quem entregou o carro aos assassinos; e, por fim, se existe algum elemento que prove a participação de Rios no crime.

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