Sidrolândia: Suspeito de incendiar casa e queimar crianças é solto

Duas crianças tiveram ferimentos graves, além de existir suspeita que foram espancadas antes de incêndio

| DAYENE PAZ / CAMPO GRANDE NEWS


Suspeito no momento em que foi preso pela Polícia Militar em Nioaque (Foto: Divulgação)

O homem de 24 anos, suspeito de incendiar uma casa, na Rua General Pinho, em Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande, com duas crianças dentro, foi colocado em liberdade provisória pela Justiça. Ele é ex-namorado da mãe das vítimas, de 3 e 10 anos, que foram socorridas e estão internadas na Santa Casa da Capital. A mais velha teve 70% do corpo queimado e ainda há a suspeita de que foi estuprada.

Na decisão de soltura, conforme divulgado pelo site Região News, o juiz Marco Antônio Montagna afirma que não há provas que demonstrem a 'materialidade delitiva', ou seja, não há provas de que o suspeito preso cometeu o crime. Também cita que o homem não tem antecedentes criminais.

O suspeito foi solto e, como medida cautelar, não pode sair da cidade sem autorização da Justiça. O flagrante dele também não foi homologado pelo magistrado porque os indícios de autoria apontados contra o homem foram obtidos através de investigação.

Entenda - O caso aconteceu na madrugada de sexta-feira, na Rua General Pinho, no Bairro São Bento, em Sidrolândia. Segundo a mãe das meninas, ela saiu para o trabalho na quinta-feira (7), por volta das 23h, horário que começa o expediente em unidade de indústria de alimentos, e deixou as crianças em casa assistindo televisão.

A mãe também relatou à imprensa que a casa está equipada com câmeras de segurança, operando via Wi-Fi. Durante o expediente, ela monitorava as crianças por meio dessas câmeras e até às 00h20, não observou nada anormal. Somente à 1h10, ela recebeu a notícia por meio de vizinhos.

Ao entrar na casa, o vizinho encontrou a menina de 3 anos na cama, com o corpo em chamas, e a mais velha no sofá, também em chamas, ambas com graves ferimentos na cabeça. Durante esse período, a energia da casa foi desligada, e as câmeras não registraram quem ateou fogo.

Testemunhas relataram ter visto um homem saindo de um terreno ao lado da casa, subindo em uma moto estacionada em frente à residência. Outros vizinhos questionaram o homem, que alegou estar urinando e, em seguida, partiu sem prestar socorro.

Suspeita de abuso - A Polícia Civil ainda investiga se a criança de 10 anos que teve 70% do corpo queimado foi estuprada. A suspeita do abuso foi levantada por médico da Santa Casa onde ela e a irmã de 3 anos estão internadas.

Além disso, a mais velha estava com traumatismo craniano grave, inclusive, com otorragia (sangramento pelo ouvido). Foi colhido material genético da menina que passará por confronto.

Também há suspeita que as meninas foram espancadas. Além de marcas na mais velha, a caçula, de 3 anos, deu entrada no hospital com inchaços e escoriações no rosto e ferimentos no couro cabeludo. Parte do cabelo foi arrancada.

Prisão - O suspeito foi preso na manhã do dia seguinte ao crime - sexta-feira (8) - após fugir de uma equipe policial. Ele estava em uma motocicleta por volta das 9h40 na cidade de Nioaque e quando chegou no cruzamento das ruas Benjamin Constant com a Coronel Juvêncio, acabou caindo e foi algemado pelos militares.

Ele afirmou que fugiu por estar com o licenciamento da moto atrasado e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, em seguida liberado. No entanto, horas depois, os militares receberam a informação de que era suspeito de ter incendiado a casa onde estavam as meninas e foram até uma oficina mecânica, onde ele foi preso.

Na delegacia, o suspeito afirmou que tinha um relacionamento com a mãe das meninas e que no dia do crime estava em uma oficina ingerindo bebidas alcoólicas. Em seguida foi até o CTG (Centro de Tradições Gaúchas) sozinho. Depois passou pela rua casa das vítimas e como as luzes estavam apagadas, alega que foi até uma conveniência comprar cigarros e depois voltou para a oficina onde continuou bebendo.

Neste sábado (9), a mãe das meninas falou com a imprensa. Durante a entrevista no hospital onde as vítimas estão internadas, ela relatou que namorou com o suspeito por três meses e que ele não aceita o término do relacionamento.

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