'Não vimos quando ele pegou a moto', diz amigo de jovem que morreu no autódromo

Amigos e colegas do Exército se despediram de Augusto Henrique Soares Pereira, de 19 anos

| ANTONIO BISPO E CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Augusto Henrique Soares Pereira, de 19 anos (Foto: Arquivo pessoal)

O velório do jovem Augusto Henrique Soares Pereira, de 19 anos, morto em acidente na pista do Autódromo Internacional de Campo Grande teve início na tarde deste domingo (31) com a presença de diversos amigos do rapaz. Entre eles estava um colega de trabalho do militar que confirmou a versão apresentada pelo dono do espaço automotivo.

Ao Campo Grande News, o amigo que preferiu não se identificar, contou que estava com Augusto minutos antes do acidente acontecer. “Nós estávamos lá a passeio e a trabalho também, era um evento de manobra de carro, ao contrário do que estão dizendo por aí que era de moto', relatou.

Como informado anteriormente pelo dono do espaço esportivo, Sandro Mauro, o rapaz também afirmou que a vítima pegou a motocicleta sem que ninguém percebesse.

“Nós não vimos quando ele pegou a 'motinha', daquelas que a gente usa pra se locomover lá dentro mesmo. Demos falta dele uma meia hora depois. Fomos atrás e ele estava caído no chão, tinha batido o peito e a boca no guard rail', disse.

Entre os presentes no velório que teve início às 13h30 estavam diversos militares e colegas de profissão de Augusto, que havia acabado de entrar no exército e tinha como sonho conseguir engajar na carreira.

A mãe da vítima, que mora em outra cidade, não conseguiu chegar a tempo para o início da despedida, que conta com a presença da avó e da bisavó do rapaz. Muito abaladas, preferiram não dar entrevista à imprensa.

O acidente - O Campo Grande News conversou com o dono do espaço, Sandro Moura, que relatou à reportagem que o evento realizado no autódromo terminou às 17h, horário em que a maioria das pessoas deixou o espaço, assim como a ambulância disponibilizada para socorrer os participantes, se necessário.

Sandro contou que ele já tinha ido embora e que restou, ao final, o filho dele e uma equipe na qual a vítima trabalhava, que terminava de recolher os pertences.

Em certo momento, os funcionários deram falta do jovem e de uma motocicleta elétrica, que não faz barulho quando utilizada, podendo atingir a velocidade de 120 km/h.

“A pista fechada, o evento já tinha acabado, ele pegou a moto escondida da própria equipe. Foi lá e caiu. Deram falta dele, pegaram o carro para tentar achar, quando encontraram ele lá [em uma curva]', disse.

O proprietário afirmou, ainda, que o socorro foi acionado, mas como já havia passado uma hora do acidente, os colegas de equipe da vítima decidiram colocá-lo na caçamba de uma picape, na tentativa de levar o jovem até uma unidade de saúde. “Encontraram a ambulância no meio do caminho, mas morreu antes de chegar ao hospital'.

Sandro declarou, também, que a Polícia Civil esteve no Autódromo, fez toda a vistoria necessária e não encontrou nada irregular. Além disso, a curva onde a vítima caiu é conhecida por frequentadores do espaço por ser muito fechada e sempre ocasionar batidas.

Amigos e familiares durante o velório de Augusto Henrique no cemitério Jardim das Palmeiras (Foto: Juliano Almeida)

Se quiser receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp gratuitamente ENTRE AQUI . Lembramos que você precisa salvar nosso número na agenda do seu celular.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS





















PUBLICIDADE
PUBLICIDADE