Morto por ladrões, 'Devanir do Táxi' era leal e respeitado

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Reprodução/Rede social

Morte do taxista Devanir Silva Santos, 35 anos, chocou os moradores de Ribas de Rio Pardo, na manhã desta quinta-feira (13), após ser assassinado para ter o veículo roubado. Leal e respeitado na cidade, a dor é revolta consomem amigos da vítima que não entendem tamanha crueldade.

''Que pena que você se foi meu amigo. Nossos dias sem você serão tristes. Você foi grande amigo e parceiro'', lamentou um homem pelo Facebook. 

Revolta 

Valcir Silva, jornalista local, pediu desculpas ao público por não conseguir conter o desabafo e revolta contra os três criminosos que tiraram a vida do taxista. 

''... minha responsabilidade é informar e ser imparcial. No entanto, sou humano e possuo sentimentos'', disse o comunicador que conhecia Devanir. 

''... era mais do que um taxista; um pai, trabalhador, amigo leal, pessoa respeitada na sociedade. Sua perda deixa um vazio irreparável'', escreveu na rede social. 

Uma mulher relembrou um pouco da vivência com o taxista. 

''... ser humano humilde demais e na sua profissão ajudou muita gente. Uma delas foi meu pai que ele ajudou. Deus o receba de braços abertos'', anotou uma mulher bastante abalada. 

Outro homem também se lembrou quando precisou dos serviços de Santos. 

''Nossa eu conheci ele quando estava morando aí em Ribas. Sempre ligava pra ele e dizia: me leva na Rodoviária''. 

Crime 

Devanir era taxista em Ribas do Rio Pardo e estava desaparecido desde a noite de terça-feira (11). A Polícia Civil passou a investigar o sumiço e descobriu, na quarta-feira (12), que o profissional foi sequestrado por ladrões e morto na cidade. 

Os criminosos pegaram o carro da vítima, um Toyota Corolla, e seguiram para Campo Grande, deixando o corpo do taxista ocultado em uma área de mata na pequena cidade. O veículo foi abandonado na Vila Santa Dorothéa, na Capital. Os suspeitos ficaram em um hotel na Avenida Afonso Pena, local onde um deles foi preso com um revólver calibre .38. 

Outro foi preso em uma pousa no Bairro Universitário, também em Campo Grande e um terceiro no Bairro Estoril, em Ribas do Rio Pardo. As prisões foram em flagrante e a PCMS já pediu prisão preventiva para todos. 

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