Campo Grande não tem foco de transmissor de Febre Oropouche, assegura Prefeitura

Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais do Município foi informada para bloquear a transmissão

| FERNANDA PALHETA / CAMPO GRANDE NEWS


O mosquito Culicoides paraenses é um dos principais vetores da Febre do Oropouche (Foto: Reprodução)

Após a confirmação do primeiro caso de Febre Oropouche em Mato Grosso do Sul na última quarta-feira (12), a Prefeitura de Campo Grande garante que não há focos do mosquito transmissor da doença na Capital. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (14), a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou que a mulher, de 42 anos, diagnosticada, contraiu o vírus na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde passava férias, no início de junho.

Com a confirmação da doença por meio de exame de sangue, a CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais) foi informada para bloquear a transmissão, a paciente foi orientada sobre meios de proteção individual para minimizar a transmissão e o caso está sendo monitorado pela CVE (Gerência Técnica de Endemias).

A rede de saúde do Município, pública e privada, também foi comunicada para identificar, investigar e comunicar casos potenciais da doença.

A paciente apresentou febre, dor de cabeça e dor muscular. O caso foi atendido em um hospital particular, e confirmado por exames no dia 11 de junho. A paciente segue em acompanhamento clínico, em bom estado geral, sem sinais de complicações.

Os sintomas são parecidos com os da dengue e da Chikungunya. O quadro clínico agudo evolui com febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor articular. Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados. Os sintomas duram de 2 a 7 dias. Não há tratamento específico, os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

O que é Febre Oropouche? - A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus. O primeiro caso no Brasil foi registrado em 1960. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica.

Este ano, 6.207 amostras de sangue deram positivo para a presença do vírus no Brasil, no ano passado foram 835. Junto com Mato Grosso do Sul, outros 16 estados já registraram casos da doença.

Como é transmitida? - A transmissão da Febre Oropouche é feita principalmente por mosquitos. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

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