Crimes virtuais aumentam em MS e polícia dá dicas para se proteger

Vítimas geralmente sofrem golpes que vão da perda de dinheiro a comprometimento de dados pessoais

| CORREIO DO ESTADO / GLAUCEA VACCARI


Golpes online têm aumentado ano a ano - Divulgação

Com o avanço tecnológico, os crimes virtuais têm se tornado cada vez mais frequentes e feito mais vítimas, inclusive em Mato Grosso do Sul. Os casos estão ficando mais frequentes devido a digitalização dos serviços e das ferramentas on line disponíveis à população.

O crime é chamado de estelionato virtual, que consiste em fraude, enganação ou indução ao erro, vantagem ilícita para próprio benefício ou para terceiros.

Uma oferta de emprego de meio período com a promessa de dinheiro fácil, um desconto numa mercadoria que o comércio jamais aplica. Outras vezes, apelam para o senso de cuidado do internauta, como falsas confirmações de compra que pedem para clicar em um link ou ligar para um falso call-center são exemplos de golpes.

Segundo a Polícia Civil do Estado, a popularização da internet e o avanço das tecnologias ampliaram o número de pessoas expostas a armadilhas digitais e a pandemia de Covid-19, em 2020, também acelerou a digitalização de serviços, aumentando a dependência de ferramentas online e tornando os usuários mais vulneráveis a golpes.

“As consequências do estelionato virtual podem ser devastadoras para as vítimas, incluindo a perda de grandes quantias de dinheiro, danos à reputação e, em muitos casos, o comprometimento de dados pessoais e bancários', afirmou o delegado titular da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, Rodrigo Camapum.

'Além do impacto financeiro, essas fraudes frequentemente deixam marcas emocionais profundas, como a sensação de violação e a perda de confiança no ambiente digital”, acrescentou o delegado.

Desta forma, a Polícia Civil faz um alerta para que a população fique atenta e tome algumas atitudes para evitar cair nos golpes.

Crimes virtuais mais comuns

Há vários tipos de estelionato virtuais, mas entre os mais comuns estão:

Golpes bancários e financeiros: Criminosos usam engenharia social para obter acesso a dados pessoais e contas bancárias ou induzir as vítimas a fazer transferências sob falsas promessas ou ameaças.

Golpes por mensagens e aplicativos: Envolve criminosos se passando por pessoas conhecidas para solicitar dinheiro via aplicativos de mensagens.

Golpes de relacionamento e extorsão: Criminosos criam perfis falsos para conquistar a confiança das vítimas e extorquir dinheiro ou ameaçá-las com a divulgação de conteúdos íntimos.

Fraudes em compras online: Os golpistas se passam por compradores ou vendedores em plataformas de e-commerce para desviar pagamentos ou não entregar os produtos adquiridos.

Fique atento!

Para evitar cair em golpes digitais, adote as seguintes medidas de segurança:

Nunca compartilhe senhas ou códigos de verificação.

Ative a autenticação de dois fatores em suas contas.

Evite clicar em links desconhecidos ou suspeitos.

Não compartilhe conteúdos íntimos, mesmo com pessoas de confiança.

Desconfie de relacionamentos virtuais que evoluem rapidamente.

Realize compras apenas em sites reconhecidos e evite negociações fora de plataformas oficiais.

Questione preços muito baixos ou propostas com promessas de ganhos fáceis.

Caso seja vítima de algum golpe do tipo financeiro, a orientação é notificar imediatamente o banco para que medidas adicionais de segurança sejam adotadas, como bloqueio do aplicativo e senha de acesso.

A vítima também deve fazer um boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil.

trabalho

64% dos brasileiros defendem fim da escala 6x1, aponta pesquisa Datafolha

70% disseram acreditar que a jornada ideal teria de ser de cinco dias, 17% falam em seis e 7% mencionam quatro

28/12/2024 12h30

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Tema que ganhou impulso nas redes sociais e virou alvo de uma PEC (proposta de emenda constitucional), o fim da escala 6x1 é apoiado por 64% dos brasileiros, enquanto 33% se dizem contra a mudança e 3% não sabem responder, de acordo com pesquisa Datafolha.

Nos dias 12 e 13 de dezembro, o instituto perguntou se a carga de trabalho em que o limite máximo para quem tem carteira assinada é de 44 horas semanais e seis dias por semana deve ser reduzida.

70% disseram acreditar que a jornada ideal teria de ser de cinco dias, 17% falam em seis e 7% mencionam quatro. A jornada diária máxima de até oito horas é apontada como ideal por 82% e apenas 7% sugerem de oito a 12 horas.

O percentual dos que desaprovam a redução é maior entre homens (40%), enquanto 70% das mulheres são favoráveis -neste caso, a margem de erro é de três pontos percentuais.

diferenças também entre as diferentes faixas etárias. Entre aqueles com 60 anos ou mais, 48% são contrários à redução da jornada de trabalho. Enquanto isso, 81% entre os que têm de 16 a 24 anos dizem que ela deveria ser reduzida. A margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Esse posicionamento também varia conforme a renda familiar mensal: se o entrevistado ganha até dois salários mínimos (ou R$ 2.824), 68% querem a redução; dos que ganham mais de cinco salários mínimos (R$ 7.060), 43% são contrários -com margens de três e seis pontos, respectivamente.

A redução também tem mais apoio entre os entrevistados que se declaram de cor preta (72%) e parda (66%) do que entre os de cor branca (59%) -esses grupos têm margens de erro, respectivamente, de cinco, três e quatro pontos.

Foram ouvidas 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 113 municípios de todo o país. Para o total da amostra, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%.

O debate sobre a escala 6x1 ganhou força com uma PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta é a adoção de uma jornada de 36 horas semanais, dividida em quatro dias.

Para o pesquisador Naercio Menezes Filho, do Insper, é compreensível que a maior parte das pessoas queira a redução da jornada, e que assim consiga ganhar tempo de convivência com a família e mais oportunidade para o lazer.

"Mudar para uma escala 4x3 é muito drástico, os impactos nas empresas seriam grandes demais, mas é razoável passar para o máximo de 5x2, de oito horas com pagamento de hora extra acima disso e a possibilidade de ter dois dias de folga para se dedicar aos filhos, por exemplo."

Ele destaca que essa maior possibilidade de conviver com os pais seria importante para o desenvolvimento infantil, o que aumentaria a produtividade no futuro, sendo que a baixa produtividade do trabalhador brasileiro, na média, é um dos principais argumentos de quem se diz contra a redução.

"A discussão da produtividade, em geral, é associada ao trabalhador, mas ela é a relação entre tecnologia e trabalho. Temos uma força de trabalho com defasagem educacional e tecnológica, mas devemos ter, pelo segundo ano consecutivo, crescimento industrial e podemos dar um salto em termos de produtividade", argumenta Clemente Ganz Lúcio, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A redução da carga horária foi apontada nas redes como um dos poucos temas recentes que conseguiram unir esquerda e direita no país, com manifestações de políticos de ambos os campos a seu favor.

Uma menor carga máxima de trabalho é apoiada por 73% dos entrevistados pelo Datafolha que disseram ter votado no presidente Lula (PT) no segundo turno em 2022, mas também por 53% dos que optaram por Jair Bolsonaro (PL) naquele momento -as margens são de três e quatro pontos, respectivamente.

Outra das principais discussões em torno do projeto diz respeito a como a jornada máxima deve ser definida -se por lei ou negociação entre patrões e empregados.

Pelo Datafolha, 58% apontam que a definição deve ser pela legislação, 39% sugerem que ela seja negociada entre o patronato e os trabalhadores e 3% não sabem.

"O primeiro desafio é reduzir de 44 horas para 40 horas, e vários acordos e convenções já têm caminhado nesse sentido. Pode ser uma redução de uma hora por ano, para que as empresas se adequem", diz o sociólogo do Dieese.

Já Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), pondera que trabalhadores de alguns setores que têm escala 6x1, como os do comércio, ganham um salário fixo, mas também dependem de comissões.

"Se ele trabalha menos horas, também perde renda. Uma pergunta interessante seria se a pessoa está disposta a trabalhar menos horas para ganhar menos, muitos deles não estão totalmente informados."

"A pergunta que temos de fazer é se as empresas brasileiras têm capacidade de absorver esse custo. As de grande porte até devem conseguir fazer isso, mas algumas menores podem fechar ou demitir funcionários, e isso também precisa ser debatido", diz Barbosa Filho.

Ele também avalia como um erro que o tema seja tratado de forma impositiva, sem considerar a realidade de diferentes empresas e setores.

"É um problema quando a legislação afeta setores em que a flexibilização derruba a produtividade da empresa. Quando uma medida se torna obrigatória, ela pode ter efeitos indesejáveis."

POR: FOLHAPRESS

crime

Homem é preso em flagrante por feminicídio no Jardim Los Angeles

Autor e vítima mantinham um relacionamento violento

28/12/2024 12h00

A DHPP efetuou a prisão em flagrante

A DHPP efetuou a prisão em flagrante Imagens/ PCMS

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), efetuou a prisão em flagrante de um homem de 43 anos, acusado de feminicídio contra sua companheira de 26 anos.

O crime ocorreu na noite de ontem, por volta das 22h40, quando a DHPP foi acionada para atender a um chamado de homicídio. O corpo da vítima foi encontrado em um imóvel localizado no bairro Jardim Los Angeles, apresentando graves lesões na face e no crânio, além de perfurações.

Investigações revelaram que a vítima mantinha um relacionamento marcado por violência com o suspeito. Havia registros de vários boletins de ocorrência relacionados a essa situação. 

Prisão

Após diligências, a polícia identificou o paradeiro do suspeito. Inicialmente, os policiais foram até a residência do acusado, onde familiares informaram que ele havia passado rapidamente para pegar roupas.

Posteriormente, descobriu-se que o homem estava escondido na casa de um amigo, onde foi finalmente localizado.

Ao ser questionado, o suspeito, identificado como E.S.R., inicialmente alegou que a vítima havia sofrido uma crise epilética e se lesionado fatalmente ao se debater no chão.

No entanto, quando confrontado sobre a gravidade das lesões, ele confessou ter agredido a vítima durante uma discussão, causando sua morte e ter desferido golpes com uma faca contra a cabeça da vítima.

A arma do crime, uma faca com manchas de sangue na lâmina, foi encontrada na cintura do suspeito durante a revista pessoal.

Diante das evidências e da confissão, os policiais da DHPP encaminharam o autor à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde ele foi autuado em flagrante pela prática de feminicídio.

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