À venda por R$ 1,3 milhão, imóvel que pertenceu a Laucídio Coelho foi pensionato nos anos 80 em Campo Grande

Pensionato Primavera foi inaugurado em 1976

| MIDIAMAX/MONIQUE FARIA


Imóvel que pertenceu a Laucídio Coelho já foi um pensionato. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Com arquitetura característica do século passado, o imóvel que pertenceu a Laucídio Coelho desperta olhares de quem passa pela Rua 15 de Novembro. Desde que deixou de ser ocupada pela família do agropecuário, foi utilizada para diversas finalidades, inclusive comerciais. Atualmente, está à venda por R$ 1,3 milhão.

Entre as atividades que foram desempenhadas no imóvel, está um pensionato, inaugurado em 1976. O Pensionato Primavera recebia jovens do interior do estado que vinham concluir os estudos em Campo Grande.

Além dos estudantes universitários, a pensão chegou a ter comerciários, funcionários públicos, bancários e profissionais liberais como hóspedes.

A sul-mato-grossense Nádia Gomes, 66 anos, relatou que morou no pensionato entre 1979 e 1982. Segundo ela, os donos moravam no imóvel com um filho pequeno. “Lembro-me que o Pensionato era administrado por um Sr. chamado Félix e sua esposa de quem não me recordo o nome”, conta.

Na residência coletiva, as refeições eram servidas de segunda a sexta-feira aos moradores, mas também preparavam marmitas para pessoas de fora. Aos sábados, a famosa feijoada do pensionato era motivo de reunião.

“Neste local nasceram grandes amores, amizades e situações das mais hilárias. Os jovens ficavam muito na frente da casa conversando, cantando e se divertindo muito”, recorda Nádia.

Da época, restou boas lembranças e histórias para contar. “Acredito que todos que moraram no Pensionato Primavera, assim como eu, tenham ótimas lembranças daqueles momentos de grandes efervescência cultural e da alegre interação que tínhamos entre nós”, conta a ex-moradora do pensionato.

Imóvel passou por reformas

Segundo a corretora imobiliária responsável, o imóvel pertenceu à família de Laucídio Coelho. Anos depois, o patrimônio histórico acabou sendo vendido para uso comercial. Nesse período, chegou a ser locado pela prefeitura e abrigou a Sejuv (Secretaria Municipal da Juventude).

Para funcionar como um prédio comercial, a residência também passou por diversas alterações em sua estrutura original. Seus cômodos ganharam, inclusive, um banheiro acessível e uma edícula.

Com área total de 370 m², a construção conta com quatro salas grandes, duas saletas, uma cozinha e dois banheiros, no piso inferior. Já no pavimento superior, há quatro salas, uma saleta e um banheiro. A edícula possui três salas, uma saleta, uma cozinha, um banheiro e varanda.

Atualmente, o imóvel foi herdado por um morador de Minas Gerais, que não tem interesse em ficar com ele. Assim, a casa se encontra para venda, no valor de R$ 1,3 milhão.

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