Combate em terra e chuva extinguem focos de incêndio no Pantanal de Corumbá

Temperatura na cidade branca caiu repentinamente de 38 para 21 graus

| SILVIO DE ANDRADE / CAMPO GRANDE NEWS


Uma das equipes dos bombeiros que atuou na extinção dos focos na região do forte (Pantanal do Nabileque). (Foto: Reprodução/CB)

As precipitações que ocorrem desde a madrugada desta segunda-feira em Corumbá, diminuindo a temperatura e elevando a umidade relativa do ar, em torno de 80%, foram providenciais para controlar os focos de incêndio que surgiram em áreas próximas ao Forte de Coimbra, ao Buraco das Piranhas e à Morraria do Urucum – estas últimas nas imediações da rodovia BR-262.

O Corpo de Bombeiros informou que as fortes rajadas de vento contribuíram para expandir o fogo nas duas margens da rodovia, por uma extensão de dois quilômetros, entre o frigorífico de jacarés da Caimasul e a entrada para o distrito de Maria Coelho (35 km da cidade), onde fica uma das minas de minério de ferro. A estimativa de área queimada de 30 hectares não foi confirmada.

O fogo ainda estaria persistindo nessa região, sendo combatido por bombeiros, equipe do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) e brigada das mineradoras. No entanto, a chuva teria reduzido a intensidade dos focos de calor, permitindo o controle da situação. Também foi registrado foco próximo à estrada do Carandazal (Buraco das Piranhas), que demanda ao Pantanal do Nabileque, ao sul.

Fogo subterrâneo – Na região do Forte de Coimbra, o fogo iniciado no fim de semana teria sido provocado por raios, segundo o Corpo de Bombeiros, que deslocou equipes com oito homens para o combate direto. O fogo surgiu próximo ao trecho da estrada (MS-454) de ligação da BR-262 com o forte, que está sendo aberta pelo Governo do Estado.

Segundo os bombeiros, os focos foram controlados com a chegada da chuva, mas foi queimada uma área expressiva, cuja extensão ainda não foi medida. O fogo surgiu na mata de uma antiga vazante, onde há grande concentração de matéria orgânica (turfa), que serve de combustível, causando o fenômeno do incêndio subterrâneo, de difícil extinção, por favorecer a reignição.

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