Corpo carbonizado em acidente está há 3 meses no IML de Aquidauana
Colisão ocorreu em 28 de junho, na BR-262, e envolveu três veículos
| IZABELA CAVALCANTI / CAMPO GRANDE NEWS
Há três meses, o corpo carbonizado de Clélio Machado, de 77 anos, permanece no IML (Instituto Médico Legal) de Aquidauana sem identificação formal. O acidente ocorreu em 28 de junho, na BR-262, em Miranda, e envolveu três veículos: um Virtus, uma Parati e uma carreta.
No processo, o advogado da família solicita alvará judicial para a liberação do corpo, a emissão do atestado de óbito e a realização do sepultamento, além de indenização por danos morais.
'Ocorre que as autoras (únicas representantes do suposto falecido) não pode liberar o corpo junto ao IML de Aquidauana/MS, haja vista que conforme informações o corpo está bastante carbonizado e com isso, está dependendo de um trabalho mais aguçado, com maior precisão no levantamento de identificação do material', diz parte do processo.
A família pede a condenação do poder público no valor indenizatório de R$ 53.130 por “flagrante falta de empatia, compromisso e responsabilidade com a causa pública'.
Uma pessoa da família, que preferiu não se identificar, informou que é necessário exame de DNA. Além disso, disse também que as investigações apontam que se trata de Clélio porque o carro envolvido está em seu nome.
“Eles disseram que estão sem material. Esse material vem de São Paulo para fazer a comparação. É um descaso. O corpo foi praticamente todo queimado. Restou apenas parte do tronco e de um osso. Nesse caso, é só por DNA', disse.
O acidente aéreo ocorrido nesta quarta-feira (24), que resultou em quatro mortes, aumenta ainda mais a incerteza sobre quando o corpo de Clélio será liberado. Isso porque as vítimas carbonizadas também foram encaminhadas ao IML de Aquidauana para identificação. O Campo Grande News entrou em contato com o IML e aguarda retorno sobre o caso.
Entenda - No acidente do dia 28 de junho, Johnny da Silva Costa, de 35 anos, seguia de táxi para Corumbá a trabalho. Ele estava no Virtus envolvido na colisão. Ao portal Diário Corumbaense, relatou que viajava da Capital acompanhado da motorista, uma taxista de 57 anos.
Segundo ele, a condutora reduziu a velocidade ao avistar uma carreta parada na pista sem sinalização e acionou o pisca-alerta.
“Estávamos devagar quando a Parati veio em alta velocidade. O motorista tentou desviar de um carro que estava à frente, perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu no caminhão. Logo depois, também colidimos', relembrou.
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