Em reunião com cientistas, Janja discute impactos climáticos no Pantanal

Encontro no Instituto Tamanduá reúne ministras e lideranças locais para debater a transição ecológica justa

| GABI CENCIARELLI E DAYENE PAZ / CAMPO GRANDE NEWS


Primeira dama em evento na Capital (Foto: Divulgação)

Com presença discreta da Polícia Federal e reforço na segurança do entorno, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, iniciou a agenda desta quarta-feira (8) em Campo Grande com uma visita ao Instituto Tamanduá, no Jardim dos Estados. Pela manhã, ela conversou com mulheres cientistas que pesquisam espécies do Pantanal, como tamanduás, antas, ariranhas e araras-azuis e ouviu relatos sobre como as mudanças climáticas têm impactado a vida desses animais.

O encontro fez parte de uma ação de escuta e troca de experiências sobre a conservação da fauna pantaneira, conduzida pela presidente do instituto, Flávia Miranda, e pela equipe de pesquisadoras locais. O Instituto Tamanduá é referência em estudos de comportamento, habitat e proteção de mamíferos e aves do bioma.

A movimentação em torno do instituto é acompanhada por equipes da Polícia Federal, com viaturas descaracterizadas e agentes posicionados em pontos estratégicos. Apesar do aparato, o trânsito segue normalmente na região. A assessoria do evento informou que o encontro é restrito a autoridades e convidados cadastrados.

No período da tarde, Janja participa de uma reunião do projeto Vozes dos Biomas, que integra as atividades preparatórias da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas). O projeto é conduzido pelas enviadas especiais da COP30 — Janja Lula da Silva (Mulheres, Igualdade Racial e Periferias), Jurema Werneck (Direitos Humanos) e Denise Dora (Transição Justa) — e tem como objetivo ouvir populações locais e lideranças regionais para construir propostas de transição climática justa, com equidade racial e protagonismo feminino.

O encontro desta tarde será realizado no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e representa a etapa dedicada ao bioma Pantanal. Cada bioma brasileiro tem uma escuta específica, e as conclusões serão reunidas em cartas com propostas práticas a serem entregues à Presidência da COP30, prevista para novembro de 2025, em Belém (PA).

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