Plantio da safra 2025/26 de soja já passa da metade, mas ainda está atrasado

A melhor janela para o plantio se encerra no dia 14 de novembro, quando, historicamente, a área total do plantio chega a 80%.

| CORREIO DO ESTADO / KARINA VARJãO


Safra 25/26 tem 61% da área plantada - FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

Dados divulgados na última semana pelo Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a Aprosoja/MS apontam que 61,6% da área estimada para plantio de soja da safra 25/26 já foi plantada. 

A porcentagem corresponde a uma área de 3,26 milhões de hectares em todo o Estado, com destaque para a Região Sul, com 68% da área já semeada, seguida da Região Centro, com 54,7% e da Região Norte, com 46,8%. 

Em comparação ao mesmo período do ano passado, esse plantio apresenta um atraso de 4,2 pontos percentuais, que pode ter sido causado, principalmente, pela falta da chuva no Estado desde o lançamento do plantio oficial. 

No entanto, conforme registros dos últimos cinco anos, a melhor janela de semeadura se encerra nesta sexta-feira (14), um período em que, historicamente, cerca de 80% da área total do Estado já está plantada. 

A projeção da safra 2025/26 é que a mesma alcance 15,2 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 52,8 sacas por hectare, um aumento de 2% em relação ao ciclo passado. 

A área destinada ao cultivo teve um crescimento de 6% em relação à safra passada, totalizando 4,794 milhões de hectares, o que mostra um constante crescimento da área de soja em Mato Grosso do Sul.

“O destaque dessa semana foi a evolução do plantio na Região Norte que, depois de um pequeno atraso na largada do plantio por falta de chuva avançou 23,7 pontos percentuais em apenas uma semana”, ressalta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena. 

Veja os destaques de cada região nos gráficos abaixo:

De acordo com o relatório, o sucesso do cultivo da soja em Mato Grosso do Sul tem grande ligação com as condições do solo e de clima específicos de cada região. Assim, é primordial se atentar a informações técnicas ao serem adotadas estratégias de gerenciamento de riscos. 

“A mitigação de riscos é essencial, especialmente quando as condições climáticas apresentam oscilações ao longo do ciclo da cultura. Táticas, como o escalonamento do plantio, são cruciais para atenuar vulnerabilidades associadas às adversidades climáticas que podem prejudicar o desenvolvimento da soja”. 

Outro ponto a ser observado é a presença do La Niña no Estado, que torna o volume de chuva irregular e incerto na região Centro-Oeste do País.

O fenômeno, atualmente, influencia Mato Grosso do Sul de intensidade fraca a moderada, onde o clima pode ser afetado por outros fenômenos, como frentes atmosféricas e ciclones tropicais. Isso faz com que as chuvas no Estado sejam determinadas por um conjunto de fatores. 

Em setembro, dos 64 pontos monitorados, apenas 2 registraram valores de chuva acima da média histórica. 

Mercado

O preço médio da saca de 60 quilos de soja em Mato Grosso do Sul registrou desvalorização de 1,40% nos últimos dias do mês de outubro, sendo cotada pelo valor médio nominal de R$123,63 no dia 31 de outubro. 

De acordo com as cotações no site da Granos Corretora, a maior desvalorização no período foi no município de Sidrolândia, com uma variação de -3,13%. Com relação ao mesmo período do ano passado, a valorização nominal chegou a 9,70%, quando a soja foi cotada, em média, a R$137,96 por saca. 

Ao todo, a comercialização da safra de soja 2025/26 no Estado já chegou a 18%. 

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