Mãe recomeça em Campo Grande para salvar filha com grave lesão cerebral causada pela bronquiolite
Agora, ela está buscando um tratamento com células-tronco no México para conseguir dar mais condições de vida para filha de 3 anos
| TOP MíDIA NEWS/BRENDA SOUZA
Aos 3 anos, a pequena Lia Alves de Mello já enfrentou uma batalha que mudou completamente a vida da família. O que começou como uma bronquiolite, ainda aos 11 meses de idade, terminou em uma grave lesão cerebral após três paradas cardiorrespiratórias durante uma transferência hospitalar. Agora, a mãe, Neila Alves, se apega à esperança de um tratamento com células-tronco no México para tentar devolver à filha movimentos, expressões e qualidade de vida.
Lia nasceu em 2022, saudável e sem qualquer condição neurológica. Segundo relato da mãe ao TopMídiaNews, tudo mudou em outubro de 2023, quando a menina contraiu bronquiolite e precisou ser internada. O quadro se agravou rapidamente e ela precisou ser intubada.
Durante a transferência para outra unidade hospitalar, o tubo utilizado para respiração entupiu, causando três paradas cardiorrespiratórias. Ao todo, a criança ficou cerca de 20 minutos sem oxigenação, sofrendo encefalopatia hipóxico-isquêmica, uma lesão cerebral causada pela falta de oxigênio.
“Cheguei no hospital para declararem óbito, mas eu sou guerreira e me recusei a deixar minha mamãe sozinha”, descreve um trecho do relato compartilhado pela família nas redes sociais.
Lia permaneceu cerca de 60 dias internada, sendo mais de 45 deles na UTI. Nesse período, passou por procedimentos delicados, como traqueostomia e gastrostomia, além de depender de aparelhos para respirar e de sonda para alimentação.
Quando recebeu alta, o quadro era considerado extremamente grave. A menina apresentava rigidez corporal, ausência de coordenação motora, convulsões e dependência total para atividades básicas.
Após o acidente, a família deixou São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, e se mudou para Campo Grande em busca de apoio familiar e acesso a tratamentos especializados. Desde então, a rotina de Neila gira em torno das terapias da filha.
“Quando saímos do hospital, eu só pensava em estabilizar a parte respiratória dela. Ficamos um ano e três meses focados nisso e na deglutição, até conseguirmos retirar a traqueostomia”, contou a mãe.
Com o passar do tempo, Neila passou a pesquisar tratamentos que pudessem estimular melhorias cognitivas e motoras. A família buscou alternativas como fisioterapia intensiva, câmara hiperbárica, neuromodulação e terapias experimentais.
Hoje, apesar das limitações, Lia já apresenta avanços importantes. Segundo a mãe, ela não sofre mais convulsões, voltou a se alimentar pela boca, respira sem aparelhos e teve melhora no tônus muscular.
Agora, a esperança da família está em um tratamento com células-tronco MUSE Dezawa, realizado no México. Conforme Neila, o método utiliza células com potencial de atravessar a barreira hematoencefálica e atuar diretamente no cérebro.
“Só de pensar na possibilidade de minha filha voltar a sorrir, conseguir me olhar nos olhos e me reconhecer, já faz tudo valer a pena”, afirmou emocionada.
O tratamento está marcado para começar no dia 6 de julho e deve durar cerca de seis dias, entre preparação cerebral e aplicações das células-tronco. Depois disso, Lia continuará sendo acompanhada pela neurologista em Campo Grande e deverá intensificar as terapias.
O custo, no entanto, é alto. Apenas o tratamento custa cerca de US$ 14,8 mil, aproximadamente R$ 75 mil, sem contar passagens, hospedagem e despesas pós-tratamento. Por isso, a família criou uma vaquinha virtual para arrecadar recursos.
Segundo Neila, a campanha já ultrapassou R$ 78 mil arrecadados, e a expectativa é conseguir reunir todo o valor necessário antes da viagem. “Tenho muita esperança de que vamos conseguir”, disse.
Quer ajudar Lia? Basta clicar neste link e fazer uma doação de qualquer valor.
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