Homem morto a tiros em Caarapó espancou e assaltou criança que vendia bombom

Crime aconteceu em janeiro de 2025; vítima tentava juntar dinheiro para comprar tênis e celular novos

| CLARA FARIAS E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Equipe do Corpo de Bombeiros no local onde homem foi morto a tiros (Foto: Wander Ferreira)

Wesley Gutierrez Correia, de 20 anos, morto a tiros na manhã desta segunda-feira (1º), em Caarapó, foi condenado por espancar e assaltar um menino de 12 anos que vendia bombons na região central da cidade. O crime ocorreu em janeiro de 2025 e foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima vendia bombons caseiros para juntar dinheiro e comprar um tênis e um celular novos. Por volta das 22h, ao passar por uma praça do município, o garoto foi abordado por Wesley, que tomou um fone de ouvido que ele carregava.

Após recuperar o objeto, o menino tentou fugir correndo, mas foi perseguido por Wesley. Ao alcançá-lo, o então acusado desferiu um soco que deixou a vítima inconsciente. Com o garoto caído no chão, Wesley roubou a carteira e fugiu.

Na época, o delegado responsável pelas investigações, Ciro Carlos Jales, informou que Wesley foi preso no dia seguinte ao crime. Imagens de câmeras de segurança registraram a perseguição por cerca de dez metros até o momento em que o menino foi derrubado. Em seguida, o agressor aparece revirando os bolsos da vítima e a caixa de bombons antes de deixar o local.

Conforme o processo, as agressões provocaram fratura na clavícula e sangramento no ouvido. As lesões deixaram a vítima incapacitada para suas atividades habituais por mais de 30 dias. Pelo crime, Wesley foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de R$ 5 mil por danos causados ao menino. Ele também possuía passagem por roubo registrada em 21 de fevereiro de 2025.

Wesley foi morto a tiros na manhã desta segunda-feira no cruzamento das ruas Minas Gerais e Fernando Corrêa da Costa, na Vila Santa Maria. A mãe de Wesley passou mal ao ver o filho ferido e precisou ser levadda para o hospital da cidade.

A polícia segue em diligências para tentar localizar o atirador.

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