Anvisa sobe alerta sobre testosterona sem indicação como risco ao coração

O aviso foi publicado na manhã desta sexta-feira (7), após ganhar popularidade nas redes sociais

| GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Injeção de testosterona viralizou nas redes e Anvisa precisou emitir alerta para informação falsa (Foto: Reprodução Anvisa)

De acne a problemas no coração, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez alerta sobre o uso de testosterona sem indicação clínica.

O aviso foi publicado na manhã desta sexta-feira (7), após ganhar popularidade nas redes sociais a informação falsa de que a reposição do hormônio traria benefícios para mulheres.

Conforme a agência, entre as promessas que circulam está a de que o uso da testosterona deixaria a pele mais firme, proporcionaria ganho de massa muscular, emagrecimento e aumento da libido.

“Especialistas afirmam que é falsa a afirmação de que toda mulher precisa repor o hormônio para melhorar a saúde, disposição ou evitar os efeitos do envelhecimento. Isso porque a reposição desse e de outros hormônios não é uma necessidade universal e só deve ser feita quando houver indicação clínica, após avaliação individual e com acompanhamento médico', esclarece.

A Anvisa também reforça que sociedades médicas reconhecem o uso da testosterona no tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo na pós-menopausa. “Ainda assim, esse recurso só deve ser utilizado após o esgotamento de outras abordagens e a confirmação da persistência do quadro clínico', pontua.

Entre os riscos do uso sem recomendação médica ou em doses superiores às indicadas estão acne, alopecia (perda significativa de cabelo e pelos), alterações no fígado, dislipidemia (distúrbio nos níveis de gorduras no sangue, que pode formar placas nas artérias), dependência psíquica e problemas no coração e nos vasos sanguíneos.

“Dados de farmacovigilância reunidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre medicamentos classificados como anabolizantes mostram aumento das notificações de eventos adversos nos últimos anos, com pico em 2024. Testosterona e somatropina, que são medicamentos controlados regularizados no Brasil e possuem indicações terapêuticas específicas aprovadas, concentram mais de 90% dos registros desse grupo', informa a nota.

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