O pedreiro Alex Armindo Anacleto de Souza, de 32 anos, confessou à Polícia Civil que matou a ex-companheira Isis Caroline da Silva Santos, de 21 anos. O corpo foi encontrado em Ribas do Rio Pardo, 84 km de Campo Grande, no sábado (6).

Souza disse ao G1 nesta segunda-feira (8) que está muito arrependido. “Não vigiava ninguém, não houve sequestro e ela saiu comigo por livre e espontânea vontade”, afirmou.

Durante coletiva de imprensa na Casa da Mulher Brasileira, nesta segunda-feira, a delegada Marina Lemos relatou que o suspeito matou a jovem no dia em que ela desapareceu, na última segunda-feira (1º).

Segundo Marina, ele pegou um carro emprestado do pai dele e combinou de encontrar a vítima, mas eles discutiram e ele a matou. A discussão teria sido motivada por ciúmes, após ele descobrir que a jovem estaria se relacionando com o pai de uma de suas filhas. Celulares da vítima e do suspeito foram apreendidos e serão periciados.

A delegada Marília de Brito, adjunta da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), relatou que, inicialmente, o caso foi registrado como desaparecimento. “Descobrimos que se tratava de um homicídio. As diligências se iniciaram assim que foi registrado o boletim de ocorrência na última quarta-feira (3). Com as investigações, localizamos o corpo e consequentemente localizamos também o ex-companheiro da vítima”, disse Marília. Testemunhas foram ouvidas, e, segundo a delegada, todas diziam que Isis tinha medo de Alex, por isso, desde o início, ele era um dos principais suspeitos de ter cometido o crime.

Sobre o local onde o corpo foi encontrado, Marina ressaltou que investigações e informações de testemunhas ajudaram na localização. Equipes da Deam e da 5ª Delegacia de Polícia Civil foram ao local onde ela se encontrava, por volta das 3h (de MS), mas tiveram que esperar o amanhecer para localizar o corpo.

A delegada ainda disse que o corpo estava em estado avançado de decomposição. A principal hipótese é de que Isis foi morta por afogamento. O suspeito disse à polícia que eles discutiram e ele então segurou a cabeça da jovem na água e ela desmaiou.

Segundo a delegada Marília, Alex vai responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. As penas somadas chegam a 36 anos de prisão, mas esse número pode aumentar, pois o caso será enquadrado como crime de feminicídio.

Outras agressões
Souza, que tem várias passagens por violência doméstica, foi preso anteriormente no dia 8 de agosto de 2014 e solto no dia 26 de dezembro do mesmo ano. Ele estuprou, agrediu e raspou o cabelo de Isis. A polícia ainda encontrou uma quantia de maconha que ele havia obrigado a jovem a ingerir. Meses depois, a jovem retirou a queixa contra o suspeito por medo de represália. Na época ele respondeu por estupro, sequestro, lesão corporal, cárcere privado e ameaça.

Prisão
O ex-companheiro da jovem foi preso em Três Lagoas, a 313 km de Campo Grande, horas depois que ela foi encontrada morta.

De acordo com Fernando Villa de Paula, assessor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), Souza foi encontrado em uma residência e não ofereceu resistência ao ser preso. Ainda conforme o delegado, a investigação para encontrar o suspeito foi específica para o mandado de prisão.

Entenda o caso
A jovem foi encontrada em um rio de uma área rural de difícil acesso. Ela estava desaparecida desde o dia 2 de junho e sumiu quando saiu de casa para fazer compras.

As filhas dela, de 3 e 6 anos, ficaram sozinhas até serem encontradas por uma vizinha que acionou a corporação. O Conselho Tutelar também acompanha o caso.

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