A greve de servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), já impacta a programação do semestre, atrasa matrículas dos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e no atendimento ao público no Hospital Universitário, com o fechamento de leitos.

Segundo o presidente da Associação (Adufems), José Carlos da Silva, a paralisação tem adesão de pelo menos 50% dos professores em todos os campus no Estado. Ele explica que, se as notas dos estudantes não forem lançadas no sistema, não será possível iniciar o segundo semestre em agosto e isso deve prejudicar as matrículas dos aprovados no Sisu.

Um dos integrantes do Comando Local de Greve (CLG) do Sista-MS, Márcio Saravy, explicou que, mesmo com a escala de 30% de servidores, o sistema de matrículas para o Sisu poderá sofrer atrasos, em razão de que a abertura do sistema somente pode ser feita por um técnico do núcleo de tecnologia da universidade. “Estamos trabalhando em escala reduzida e, mesmo com a convocação de trabalhadores terceirizados, as matrículas para o Sisu poderão sofrer atrasos”, explicou Saravy.

O comando de greve também informou que no Hospital Universitário continuam fechados 50 leitos desde a semana passada, levando ao cancelamento de cirurgias eletivas e ao atendimento ambulatorial na unidade hospitalar, que levou os órgãos reguladores de Saúde estadual e municipal a buscarem remanejamento de pacientes para outros hospitais.

As três categorias também definiram a realização de uma mobilização conjunta com os demais servidores públicos federais na próxima quinta-feira (25), no centro da cidade. Na terça-feira (23), nova assembleia será realizada na Faculdade de Medicina Veterinária, a partir das 8h30.

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