O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci não apitará mais na Copa América após a atuação desastrosa na vitória de 1 a 0 do Chile sobre o Uruguai, na última quarta-feira, em Santiago, marcada pela expulsão controversa do artilheiro Edison Cavani em lance que contou com provocação, no mínimo, indelicada de seu marcador, Gonzalo Jara.

Na jogada, o defensor chileno tirou o atacante do sério com uma 'mão boba' e recebeu como troco um tapa no rosto.

Ricci, que acompanhava a tudo de perto, decidiu, então, pela expulsão de Cavani, que sofre com graves problemas pessoais depois de seu pai se envolver em um grave acidente automobilístico que resultou na morte de um motoqueiro.

O ESPN.com.br apurou que a comissão de arbitragem não pretende mais escalá-lo.

A princípio, o órgão argumentará que não pretende repetir mais nenhum juiz na fase final da Copa América, porém, a decisão é técnica e não deverá ser recuada nem mesmo em caso de queda precoce do Brasil nas quartas de final, contra o Paraguai, no próximo sábado, em Concepción.

Ela tem influência direta do alto escalão da Conmebol.

Um dos vice-presidentes da entidade, o uruguaio Wilmar Valdez, esteve no vestiário da arbitragem ao fim do jogo na última noite, em Santiago, com o material fotográfico da confusão entre Cavani e Jara.

Nas semifinais, o Chile aguarda agora o vencedor do confronto entre Bolívia e Peru, nesta quinta-feira, às 20h30 (de Brasília), em Temuco.

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