O agente penitenciário, Leandro Costa, 36 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (26), em Três Lagoas (MS), suspeito de vender drogas no Presídio de Segurança Média do município. O caso chegou à Polícia Civil por meio de denúncia anônima.

Em coletiva com a imprensa realizada na tarde desta sexta na sede do setor de Serviços de Investigações Gerais (SIG), os delegados Ailton Pereira e Thiago Passos, disseram que souberam que o agente comercializava drogas há alguns dias e, desde então, foram iniciadas as investigações. “Nós passamos a segui-lo até que hoje o esperamos em frente ao presídio, já que sabíamos que era dia de ele trabalhar”, disse o delegado Ailton.

Conforme Ailton, o agente foi abordado e os policiais pediram para ver sua mochila. Inicialmente, ele tentou impedir que a bolsa fosse aberta alegando que era agente penitenciário e que precisava assumir o turno. “Insistimos em ver a mochila e logo encontramos alguns tabletes de maconha, um revolver calibre 38 e munições de uso restrito”, destacou.

Os policiais foram até a residência de Leonardo Costa, que os acompanhou, e encontraram mais maconha, além de fitas adesivas iguais as que foram utilizadas para embalar os tabletes de maconha. Ao todo, foram apreendidos 3,6 kg de maconha.

Costa trabalhava como agente penitenciário há 10 anos, sendo que sempre serviu em Três Lagoas. Ele é casado e não tem filhos. Conforme a Polícia Civil, ele já respondia a um processo na esfera civil por improbidade administrativa. A causa do processo ainda é desconhecida pela polícia.

O agente foi preso em flagrante por tráfico de drogas, porte de arma e porte de munições restritas. Ainda nesta sexta-feira ele será encaminhado centro de triagem da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) em Campo Grande. Se condenado, poderá pegar mais de 20 anos de prisão, conforme informaram os delegados.

Investigações continuam

De acordo com Ailton Pereira, as investigações continuam. A Polícia Civil quer saber se Leonardo Costa tem ligação com quadrilhas de tráfico ou com facções criminosas. O Presídio de Segurança Média também será investigado para averiguar se outros agentes estão envolvidos com práticas Ilícitas.

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