Um rapaz nobre e comprometido, uma jovem obrigada a passar a vida num convento. Não seria uma típica história de amor de folhetim se Felipe (Rafael Cardoso) e Lívia (Alinne Moraes), os protagonistas de "Além do Tempo", novela das seis que estreia nesta segunda-feira (13), não tivessem contra si vários obstáculos. Desta vez, o tom romântico e a temática espiritualizada das novelas de Elizabeth Jhin ganham mais peso por se tratar de uma novela de época: a trama começa no século 19 e é ambientada no sul do país. Cerca de 150 anos depois, os mesmos personagens se reencontrarão numa espécie de segunda chance que só a ficção permite.

"Amo novela de época e nunca tinha feito. Nas minhas histórias, sempre me refiro ao passado, em flashbacks. Desta vez resolvi começar no passado e depois pular pro presente. Acho lindo, adoro as roupas, os cenários, o modo como as pessoas agem. Mas não vou me ater a fatos históricos, é um pano de fundo pra uma história de amor. E se passa no sul porque é uma região lindíssima, que as pessoas conhecem pouco. Além disso, a segunda fase vai ser muito ligada à produção de vinho, e lá existem vinícolas maravilhosas", adianta a autora, que visitou a região com sua equipe de colaboradores.
 
Na trama, a obediente Lívia sonha em formar uma família, mas respeita a vontade da mãe, Emília (Ana Beatriz Nogueira), que tem a saúde frágil e exige que a filha termine o noviciado. No entanto, num incidente a caminho do convento conhece Felipe, noivo de Melissa (Paolla Oliveira). Os dois se apaixonam à primeira vista, mas, além dos compromissos de cada um, precisam enfrentar as diferenças sociais e as rivalidades entre suas famílias para ficarem juntos.
 
As cenas externas do convento e do casarão da condessa Vitória (Irene Ravache), tia-avó de Felipe, foram gravadas no sul fluminense, nas cidades de Vassouras e Rio das Flores. Mas foram as sequências rodadas no Rio Grande do Sul que deram o tom da história: em cerca de três semanas, uma equipe de mais de cem pessoas se dividiu entre a festa da colheita em Garibaldi e externas em São José dos Ausentes, que na trama se transforma na fictícia Campobello.
 
"São José dos Ausentes é uma região de gente muito simplória, é quase um povo de época. Eles vivem ali sem tanta interferência da comunicação atual, ficam em outro tempo, outro ritmo. Foi legal ter esse contato, fora que o lugar é lindíssimo. Fazer época é sempre mais difícil, por conta das locações, mas o resultado no ar é impactante", afirma o diretor geral Pedro Vasconcelos.
 
Segundo ele, o período histórico escolhido pela autora reforça as mensagens positivas da história. "É bem propícia para esse momento que estamos vivendo, cercados de violência. Falamos de um amor muito puro, numa época muito bacana, em que as pessoas acreditavam na moral, na ética", opina.

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