Os quase 5.500 alunos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), continuam sem aula porque a paralisação de professores e técnicos administrativos continua com toda força. São mais de 40 dias paralisados. Vale destacar que os estudantes também participam do movimento e os técnicos-administrativos da UFGD também se encontram em greve. Na terça-feira, (07), mais de três mil trabalhadores da Educação marcharam até Brasília em defesa da educação pública e contra os cortes orçamentários.

No mesmo dia o MPOG (Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão), recebeu os Fóruns dos Servidores Públicos Federais (SPF) para uma reunião, na qual insistiu em um reajuste parcelado em quatro anos que, segundo os grevistas, não cobre as perdas inflacionárias. Os servidores defendem reajuste de 27,3% em 2016, enquanto Sérgio Mendonça, Secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do MPOG, propõe reajuste de 21,3% parcelados em quatro anos, 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. Vale destacar que três entidades nacionais estão em greve (FASUBRA, ANDES-SN e FENAJUFE) e as demais entidades discutem nas suas instâncias de deliberação a construção da greve unificada dos SPF. O ANDES-SN é a instância nacional representativa dos docentes federais. “Localmente estamos realizando um conjunto de atividades de formação e mobilização com o intuito de discutir a educação e os desafios impostos aos trabalhadores e trabalhadoras desse ramo”, informou uma das grevistas ontem, a professora Tchella Fernandes Maso.

Os grevistas alegam que não é somente a questão salarial que está em jogo, mas sim uma série de medidas que vem sendo tomadas ultimamente pelo governo federal que prejudicam a educação pública superior, sendo as principais: o corte no orçamento da educação e nos direitos dos trabalhadores como a aprovação da ampliação da terceirização por parte do Congresso Nacional.

Desde 28 de maio, docentes de todo o país vêm aderindo à greve nacional dos professores federais, contra os cortes no orçamento da educação pública, em defesa do caráter público da universidade, por melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e pela valorização salarial de ativos e aposentados.

Segundo últimos informes do Comando Nacional de Greve, são 41 instituições federais em greve. Os técnicos-administrativos das universidades também já estão paralisados desde 28 de maio e a categoria de técnicos e docentes dos Institutos Federais, representados pelo Sinasefe, entram em greve hoje.

As Universidades federais de Santa Maria (UFSM), do Pará (UFPA) e da Bahia (UFBA) já foram notificadas da redução nos recursos destinados ao Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap). Na segunda-feira passada, a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) encaminhou a “readequação” dos valores de custeio para 2015 ao Proap. Todas as instituições apoiadas pela Capes serão afetadas pelo corte, que irá variar para cada instituição conforme os cortes orçamentários.

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