O dólar comercial teve a terceira alta seguida nesta sexta-feira (24), subindo 1,55% a R$ 3,347 na venda. É o maior valor de fechamento desde o dia 31 de março de 2003, quando o dólar fechou valendo R$ 3,355 na venda.

Com isso, a moeda norte-americana encerra a semana com valorização de 4,79%. No mês, acumula ganhos de 7,66% e, no ano, de 25,89%.

Na véspera, a moeda norte-americana tinha avançado 2,17%.

Dólar para turistas perto de R$ 3,74

Nas casas de câmbio de São Paulo, a moeda norte-americana já está cotada acima de R$ 3,70. O valor sempre é maior para turistas do que o divulgado no câmbio comercial.

Os valores iam de R$ 3,45 (em dinheiro vivo) a R$ 3,74 (no cartão pré-pago), já considerando o IOF, segundo pesquisa feita pelo UOL em cinco casas de câmbio, entre 14h e 14h30 desta sexta-feira.
Investidores preocupados com corte da nota

Os investidores ainda estavam preocupados com a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento, após os cortes nas metas fiscais.

O governo reduziu a meta de economia para este ano de 1,1% para 0,15% do PIB (Produto Interno Bruto).

"A drástica redução da meta para 2015, assim como o ajuste extremamente gradual esperado para os próximos anos, sublinha o esperado rebaixamento pela Moody's e pode também desencadear revisões por outras agências e a perda do grau de investimento", escreveram analistas do banco Brasil Plural em nota a clientes.

Atuação do Banco Central

Investidores aguardavam também novas pistas sobre como o Banco Central se posicionará em relação a suas intervenções no mercado de câmbio. A valorização do dólar tende a aumentar a inflação que já está elevada.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares). Com isso, já rolou o equivalente a US$ 5,098 bilhões, ou cerca de 48% do lote que vence no início de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Operadores aguardavam o anúncio da rolagem dos contratos que vencem em setembro e correspondem a US$ 10,027 bilhões. Se o BC sinalizar que deve continuar rolando cerca de 70% dos contratos, como fez no mês passado, a tendência é que o dólar não volte a patamares mais baixos.

"Seria um sinal de que o BC está confortável com o dólar nesses níveis", explicou o operador de um importante banco internacional à agência de notícias Reuters.

(Com Reuters)

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