A Polícia Civil cumpriu, no final da tarde dessa segunda-feira, 17 de agosto, mandado de prisão expedido pela Justiça e colocou na cadeia um homem de 26 anos, acusado de matar a esposa de apenas 22 anos, a golpes de faca na noite de sábado, dia 15 de agosto, em Sete Quedas.

A prisão do pintor Valmir Paulino Mariano aconteceu quando ele se apresentou na Delegacia de Polícia Civil local em companhia de um advogado, porém, segundo a polícia, já tinha em seu desfavor, prisão decretada pela Justiça por conta do crime e o mando foi cumprido.

Segundo levantamentos realizados pela Polícia Civil de Sete Quedas durante a investigação, Valmir teria esfaqueado a esposa com a qual tem um filho de 4 anos, na região dorsal, pescoço e no rosto, posteriormente fugido para o Paraguai, que fica a pouca distância da residência do casal, onde ocorreu o fato.

A vítima, a manicure Lucimara Patrícia Clemente, de apenas 22 anos, foi encontrada caída na calçada de uma residência.

Ela chegou a ser socorrida por uma ambulância da Prefeitura de Sete Quedas, mas já teria chegado morta ao hospital, segundo a polícia.

Segundo o delegado titular de Polícia Civil em Sete Quedas, Dr. Fabrício Dias dos Santos, que preside o inquérito que apura o caso, ao ser preso Valmir confessou o crime e deu sua versão para o episódio.

De acordo com o delegado, o pintor teria relatado que primeiramente Lucimara teria atacado com a faca.

Ele teria reagido, tomado a faca da esposa e, em momento de descontrole emocional, passado a esfaquear a mulher.

Segundo Dr. Fabrício, Valmir Mariano teria relatado que após cometer o crime que fugiu para o Paraguai, onde ficou escondido até a tarde dessa segunda-feira, quando se apresentou à polícia.

O delegado informou que depois de preso o pintor foi recolhido em uma das celas da cadeia pública de Sete Quedas, que fica anexa a Delegacia local, onde permanecerá preso a disposição da Justiça por tempo indeterminado.

Segundo Dr. Fabrício dos Santos, levantamentos realizados pela Polícia Civil indicam que o casal já vinha passando por período de turbulência no relacionamento e na sexta-feira, véspera do crime, a manicure teria chegado a pedir a separarão.

Segundo a polícia o rapaz também teria consumido bebida alcoólica antes de esfaquear a vítima.

Um grande número de pessoas, entre elas familiares e amigos de Lucimara se reuniram na frente da Delegacia de Polícia Civil de Sete Quedas no início da noite dessa segunda-feira para repudiar o acusado preso e elogiar as medidas adotadas pela polícia e pelo Poder Judiciário do município na ação que manteve o pintor preso.

De acordo com a Polícia Militar local, que monitorou o manifesto, em nenhum momento houve atitude agressiva e ameaça de invasão à Delegacia por parte dos manifestantes.

Ela legislação brasileira uma pessoa só pode ser mantido presa em duas ocasiões. Em caso de flagrante, ou seja, em no máximo até 24 horas após ter cometido o crime ou por força de mandado expedido pela Justiça.

No caso de Valmir Paulino Mariano, ao se apresentar ele já estava fora do flagrante. Se não tivesse ocorrido uma ação rápida, ou seja, a representação pela prisão preventiva por parte do delegado, no caso o Dr. Fabrício dos Santos e a resposta rápida do juiz de direito da comarca em decretar a prisão, apesar do clamor público que se gerou na cidade, ele seria ouvido e liberado para responder ao processo em liberdade como manda a lei.

Como ao se apresentar ele já estava com a prisão decretada, segundo a polícia, o pintor poderá permanecer preso até que seja submetido a julgamento.

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