O MST (Movimento Sem-Terra) ocupou, na madrugada desta sexta-feira (21), a fazenda Saco do Céu, em Casa Verde, distrito de Nova Andradina, a 300 quilômetros de Campo Grande. A propriedade com cerca de 5 mil hectares é considerada improdutiva pela direção do movimento, que pede a retomada da reforma agrária e a nomeação de novo superintendente para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Mato Grosso do Sul.

Está a frente do órgão o superintendente adjunto Sidnei Almeida, desde que o advogado Celso Cestari, 65 anos, pediu demissão do cargo de superintendente regional, alegando “problemas pessoais”, em maio deste ano.

O movimento já indicou outro nome para a superintendência, por acreditar que a atual administração não atua no sentido de retomar a reforma agrária, segundo o integrante da direção nacional do MST, Jonas Carlos da Conceição. “Há famílias que estão acampadas há 12 anos e até agora não conseguiram terra. A superintendência continua inoperante e isso é um descaso com as famílias”, comentou.

As famílias que estão na fazenda hoje fazem parte de quatro acampamentos da região, segundo a integrante da direção do MST em MS, Marina Ricardo Nunes. “As famílias não aguentam mais esperar. Naquela região do Vale do Ivinhema, já pedimos vistoria, pois é uma área improdutiva e já está na lista do Incra para desocupação há mais de cinco anos”, disse Mariana.

Manifestações – Em maio deste ano, o MST bloqueou rodovias e promoveu a "Marcha da Classe Trabalhadora" reivindicando a reforma agrária. No dia 1º de maio, um grupo de 700 pessoas marchou de Anhanduí até Campo Grande. Nos dias seguintes, cerca de 400 integrantes de movimentos sindicais rurais ocuparam a sede do Incra, em Campo Grande.

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