Mensagens disseminadas por WhatsApp e Facebook davam conta que a unidade do Hospital de Câncer de Barretos em Campo Grande, localizada no bairro Aero Rancho – sul da Capital –, iria fechar. Mas, a informação não é verdadeira, segundo a representante da família Moraes, que construiu e doou o hospital, Alcina Reis.

De acordo com ela, embora pejorativo, o boato ao invés de prejudicar a imagem do hospital acabou ajudando, pois após a falsa notícia, mais pacientes procuraram a unidade, sem mencionar a atenção da mídia.

O Hospital de Câncer de Barretos em Campo Grande oferece os mais diversos exames no que se refere a diagnosticar precocemente a doença.

As especialidades são em câncer de mama e de colo de útero e os aparelhos que fornecem esses diagnósticos vieram da Holanda e Alemanha. Exames, como por exemplo, o “papa nicolau”, após serem realizados no hospital precisam ser encaminhados para São Paulo, onde é feito o diagnóstico, pois o Estado não possuí aparelhos que conseguem ler o exame, devido a alta complexidade da tecnologia do aparelho que o realizou.

Tudo que é oferecido não tem custo nenhum ao paciente, por se tratar de uma instituição filantrópica. Ainda vale lembrar que não há fila de espera e a paciente não precisa retirar guia ou ser encaminhada por nenhum médico para ser atendida na unidade.

O hospital tem capacidade de realizar 40 exames e a carreta – unidade móvel, que percorre os bairros da Capital – 57 diagnósticos por dia. Mas, por falta de conhecimento da população, a demanda é pequena. “O hospital tem atingido 100% de sua capacidade em realizar os exames, mas a carreta, dos 57 que pode realizar apenas 30 ou 40 são feitos”, relatou a enfermeira responsável pela comunicação da unidade, Dianefer.

Para remediar a situação, uma parceria com a instituto Veredas da Fé foi firmada. Os integrantes do grupo colaboram em levar os pacientes do bairro em que a carreta está até a unidade. “Nesta semana, a carreta está na UBS (Unidade Básica de Saúde) Albino Coimbra, localizada no bairro Santa Carmelha na região do Santo Amaro”, explica Dianefer.

“Na segunda-feira (14), a carreta estará no bairro Nova Campo Grande, e para preparar a população, palestras de orientação sobre os serviços oferecidos e nosso trabalho foram realizadas na sexta-feira (11), na região”, completou a enfermeira.

Conforme ela, todo o hospital é mantido por doações, que vem principalmente da unidade base, localizada em Barretos (SP). A unidade em Campo Grande foi inaugurada em 2013. “Não possuímos ajuda da prefeitura, apenas um contrato de prestação de serviço”, esclareceu a enfermeira, que ainda destacou que as despesas mensais do prédio estão em torno de R$ 500 mil.

Ala azul está construída, mas sem operar

Por enquanto, o hospital opera apenas com exames específicos para mulheres, porém, Antônio Moraes, que doou o dinheiro para a construção da unidade, já deixou uma ala masculina com 2,4 mil metros quadrados prontos. No setor, serão realizados exames para diagnosticar câncer de próstata, da região intestinal e de pele.

“Carecemos de verba para começar a operar. Para isso, tínhamos aberto diálogo com a prefeitura, mas fomos prejudicados com a troca de prefeito. Agora, a representante da família tenta abrir novamente esse canal”, relatou a enfermeira Dianefer, que lembrou que os atendimentos da ala feminina também poderão ser beneficiados caso um convênio seja firmado com a administração municipal.

“As pessoas não estão acostumadas a serem tratadas como gente”. É o que afirma Alcina Reis, ao se referir a toda a estrutura, serviços e tratamento que a unidade do Hospital de Câncer de Barretos oferece gratuitamente na Capital. “Toda a equipe é treinada em Barretos”, revelou.

Quem concorda com a afirmação é Rosana Correa Avila, 39, que se trata na unidade desde dezembro do ano passado. “Só realizava exames e preventivos pela rede pública e por coincidência o ônibus realizou atendimento na empresa onde trabalho. Por curiosidade resolvi me submeter aos exames, que já estavam em dia e não tinham apontado absolutamente nada, mas para minha surpresa os que realizei pela carreta apontaram uma bactéria”, relatou Rosana, que se diz muito grata ao hospital e a todos que colaboram para a execução dos serviços.

Já a recreadora, Luciana Rocha da Silva, 36, conheceu os serviços por meio de amigas e se antecipou em ir até o hospital após ficar sabendo dos boatos do possível fechamento. “Ao entrar eu não acreditei que tudo isso era de graça. Tenho amigas que até largaram de realizar seus exames pela rede particular porque afirmaram que tanto o atendimento quanto os exames aqui são melhores”.

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