O Conselho Municipal de Saúde está denunciando no Ministério Público mortes de bebês, negligência médica, violência obstétrica e leito de “UTI fantasma” no Hospital Universitário. A entidade sugere que, devido a crise, principalmente da maternidade, o hospital volte a ser administrado pela Prefeitura de Dourados.

De acordo com a Presidente do Conselho, Berenice Machado, são cerca de 20 denúncias que chegaram à entidade, sobre problemas na maternidade. “Somente na semana passada ocorreram duas mortes de bebês e a queixa das mães é de que houve negligência médica. As gestantes chegam e alguns médicos pedem para elas voltarem para casa. Em alguns casos a mãe reclama que não tem como fazer o parto natural e médicos insistem neste procedimento, retardando o nascimento do bebê e colocando ele em risco, segundo as denúncias das gestantes”, destaca, observando que o Hospital recebe recursos da Rede Cegonha que, dentre outros, prevê o parto humanizado e permite a mãe escolher a modalidade do parto.

“Na semana passada o Conselho recebeu 4 denúncias de gestantes que afirmam ter chegado no local com fortes dores e foram aconselhadas a voltar para a casa. Uma delas teve que pagar hospital particular para ter o bebê”, destaca Berenice, observando que neste final de semana havia apenas um médico residente, sem a presença de um profissional.

LEITO FANTASMA

A presidente do Conselho também está denunciando a existência de um leito de UTI, que apesar de credenciado não presta serviço algum para a população. “O Hospital tem 15 leitos de UTI credenciados e portanto recebe recursos para que este funcione. No entanto, o que se encontra nas camas são apenas roupas de cama empilhadas. Nenhum paciente é atendido desde 2012.

SUPERLOTAÇÃO

Outro problema denunciado pelo Conselho é a negativa de vagas para pacientes do Hospital da Vida. “Neste final de semana vimos que havia superlotações em hospitais de Dourados que pediam leitos para o Hospital Universitário. Havia negativa de vagas, mesmo o HU tendo 18 leitos disponíveis. É um absurdo ver pessoas morrendo quando poderiam ser salvas se houvesse a disponibilidade de leitos. O pior é que, quando o Conselho vai verificar se existe ou não vagas, o HU ainda quer barrar nossa entrada”, destaca.

REDUÇÃO DE LEITOS

Berenice também relata a redução da rede leitos disponibilizados pelo HU. “No posto 2 passou de 35 para 28 leitos. No posto 3 passou de 24 para 19 e no posto 4 passou de 26 para 21, ou seja, 17 leitos a menos. Berenice também diz há problemas em exames como a colonoscopia.

Quer receber notícias do Site MS NEWS via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (67) 9 9605-4139 e se cadastre gratuitamente!


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE