Palmeiras e Fluminense vão se enfrentar na noite desta quarta-feira, no Maracanã, pelo Brasileirão – fora de campo, entretanto, os dois clubes ainda travam uma batalha legal que já dura quatro anos, e pode custar a um deles R$ 50 milhões. O motivo é o atacante Martinuccio, contratado em 2011 e que marcou apenas um gol com a camisa do tricolor carioca.

Argentino, o jogador despontou no uruguaio Peñarol e chegou a ser chamado de "Messinuccio". Em maio de 2011, alvo do mercado brasileiro e internacional, assinou um pré-contrato com o Palmeiras – seu acordo com os uruguaios terminava em agosto daquele ano. O Fluminense, entretanto, atravessou o negócio e ficou com o jogador.

O pré-contrato com o alviverde estabelecia uma multa de R$ 50 milhões; para se livrar dele, Martinuccio entrou com uma ação trabalhista; o Palmeiras, por sua vez, foi à Fifa cobrar uma indenização do Fluminense e do próprio atleta. A entidade máxima do futebol rejeitou a ação, justamente porque a questão já estava sendo discutida na Justiça Brasileira.

Sem poder recorrer à Fifa, o Palmeiras acionou então a Justiça Comum – em 2014 entrou com uma ação cobrando indenização tanto pela quebra do contrato como por danos morais – alega que a imagem de um clube desse porte é atingido quando ele praticamente anuncia uma contratação, que depois não acontece por quebra de contrato. O valor conjunto, a ser apurado em uma perícia, envolve um cálculo a partir dos salários do jogador, e poderia ultrapassar a casa dos R$ 60 milhões.

O assunto se arrastou, e, em 2015, o Fluminense utilizou vários casos de contratações do Palmeiras – algumas atuais, feitas pelo diretor de futebol Alexandre Mattos – de jogadores que estavam perto de acordos com outros clubes. O caso mais emblemático é o de Dudu, que negociava com São Paulo e Corinthians antes de acertar com o rival alviverde.

Nos "chapéus" aplicados pelo Palmeiras, entretanto, os atletas não tinham acordos assinados com outras equipes.

Dentro de campo, Martinuccio não fez nenhuma falta ao clube paulista – tampouco deu alegria aos cariocas. Em 15 partidas pelo Flu, marcou apenas um gol e rodou por Villarreal, Cruzeiro e Coritiba. Atualmente, está sem clube.

A briga ainda deve levar anos para ter um fim definitivo, mas está perto de uma decisão. Atualmente, os autos estão conclusos para sentença – isso significa que os dois lados já apresentaram seus principais argumentos e o processo está pronto para uma decisão em primeira instância.

Uma condenação engordaria em milhões os cofres do Palmeiras, que provavelmente nunca sentirá falta do futebol de Martinuccio. Se isso acontecer, para o Fluminense, será certamente um dos piores negócios de sua história.

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