O médico pediatra Osvani Azambuja Viana, foi chamado de “monstro” pela mãe da menor Iris Eduarda, que faleceu no Hospital Soriano Corrêa da Silva, em Maracaju, após um diagnóstico sob suspeição de erro e que será investigado pela Polícia Civil e Conselho Regional de Medicina.

O caso

O principal questionamento é sobre o procedimento adotado pelo médico pediatra Osvani Azambuja Viana que, de acordo com a mãe da criança, teria suspeitado que Iris tinha H1N1 (gripe H1N1, ou influenza A), fato não confirmado com os exames, ainda que a medicação recomendada e aplicada era de carga de antibióticos normalmente prescrito para este tipo de doença. De acordo com a mãe de Iris, Ingrid, a medicação aplicada na veia da criança teria provocado a morte repentina da menina que chegou no hospital com dores abdominais e enjoo.

Ingrid apresentou o resultado do exame que comprova que sua filha não tinha H1N1, “ela não tinha essa doença, foi um erro médico e tudo indica pelo próprio prontuário onde está escrito que ela estava sendo medicada por antibióticos fortíssimos sendo que ela não tinha absolutamente nada e a partir do momento que deram uma injeção direto na veia, daquele momento em diante, ela começou a passar mal. O médico, Osvani, ligou para o HU solicitando uma vaga urgente porque a paciente – ele reafirmou - estava com H1N1. Segundo a mãe da vítima, ele fez tudo isso simplesmente para encobrir seu erro e no dia que do óbito, Osvani Azambuja estava de plantão no HU, o que causa estranheza nos pais da menina.

A paciente deu entrada com quadro de dor na barriga e ânsia de vômito, nada além disso, mas segundo Ingrid, o médico colocou no prontuário que ela estava com febre há 3 dias. “Mentira. Ela não tinha febre, eu cheguei com minha filha viva, bem, mas sai de lá com ela morta. Imagina minha dor, porque ela estava ótima. Não levem seus filhos para esse mostro”, finalizou Ingrid, naturalmente revoltada com a morte repentina da filha.

Histórico

Em março de 2013, o médico Osvani Azambuja, já ganhava manchetes dos jornais, em outro caso de aparente erro médico. A pequena Naiele Naini Morel, de apenas um ano e três meses, acabou falecendo vítima de trauma crânio-encefálico, crise convulsiva, edema cerebral e morte cerebral, segundo laudo expedido pelo médico Osvani Azambuja Viana, do Hospital Universitário da Grande Dourados, após ser internada no Hospital Regional “José de Simoni Neto”, em Ponta Porã, no para ser submetida a uma cirurgia no braço esquerdo.

A tia da menor, Nancy Estela Quinhones Morel contou que Naiele brincava com um pequeno triciclo no pátio de casa e acabou caindo do brinquedo. Em função do acidente – disse Nancy – a criança quebrou o braço, sendo então encaminhada ao Hospital Regional para ser atendida. Lá o braço foi engessado e o médico indicou que a menor deveria ser operada. Nancy revelou que a menina saiu da sala de cirurgia com hematomas e parecia não estar passando bem. Mas, os enfermeiros teriam dito que a sonolência e os vômitos consecutivos eram decorrentes dos efeitos da anestesia. Decidiram, então, medicá-la para que o vômito cessasse.

Outro

O médico Osvani Azambuja também foi acusado em decorrência de erro medico no procedimento de parto e no pós-natal de Douglas Martins de Oliveira, que desenvolveu uma deficiência, Síndrome de West. Os pais alegaram à época que a criança tem constantes crises convulsiva e problemas neurológicos.

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