Até outubro, os consumidores vão pagar 6% mais caro no pão francês. Esse reajuste deve-se ao aumento do dólar que chegou a R$ 4 nesta terça-feira (22), sendo o maior valor em 21 anos. Com a valorização da moeda americana, os moinhos já reajustaram o valor do trigo e as panificadoras estão pagando o produto 10% mais caro.

De acordo com o presidente do Sindepan/MS (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mato Grosso do Sul), Marcelo Alves Barbosa, o repasse é feito através das distribuidoras dos moinhos. "Algumas panificadoras até agora estão segurando o preço por terem ainda o produto no estoque. Porém, conforme for acabando, o comércio vai repassar o valor para os consumidores", afirma.

No início do ano, houve reajuste de 3% a 5% por causa do aumento dos combustíveis e energia elétrica. "A princípio, os consumidores vão pagar até 6% mais caro no pão, mas não é somente este produto que está caro, o açúcar aumentou mais de 10%, pois também é um produto influenciado pelo dólar", alega.

O que colabora também para o aumento nos preços dos produtos vendidos nas panificadoras, é o reajuste salarial dos padeiros em agosto e o valor das embalagens que também encareceram. "Apesar de serem baratas, o valor do pedágio aumentou e contribui com que a embalagem fique 10% mais cara. É uma bola de neve", comenta.

IPC/CG - Segundo os dados do IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor), de janeiro a setembro deste ano, o pão francês teve elevação de 11,26% no preço. Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice foi de 3,27%.

Consumo - Mesmo custando caro, alguns consumidores dizem que não deixam de comer pão, ainda mais, o francês.

A diarista Maria Girlani Domingos, 53, afirma que a família não abre mão do produto. "Comemos sempre, lá em casa não pode faltar senão os filhos sentem falta. Mesmo com o preço elevado, a gente dá um jeito e acaba comprando", diz.

O tecnólogo Elson Morais, 54, observou que o preço do pão subiu nos últimos cinco anos. "Tem sempre um motivo pro preço aumentar, mas não deixo de comprar", avalia.

Já o analista Júlio Alves, 44, diz que deixou de comprar o produto por notar que o preço subiu. "Tudo tem subido, principalmente os alimentos e lá em casa resolvemos contar os supérfluos e dar valor em outras coisas que achamos de mais necessidade", afirma.

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