Trechos de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, que integram as investigações da Policia Federal (Lama Asfáltica) e do Gaeco (Coffee Break), mostram o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), negociando cargos com o presidente do PR em Mato Grosso do Sul, Edson Giroto.

O Grampo mostra negociação de cargos via PR com as bençãos do ex-deputado estadual, o decano Londres Machado.

Durante a Operação deteve vários vereadores: Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Edil Albuquerque (PMDB), Edson Shimabukuro (PTB), Gilmar da Cruz (PRB), Chocolate (PP), Carlão (PSB), Jamal (PR) e Mario Cesar (PMDB). Foram ouvidos pelo GAECO por enquanto, o ex-governador André Puccinelli, os empresários João Baird, Amorim, Naegele (MIDIAMAX), e os vereadores Paulo Pedra (PDT), Airton Araújo (PT), Carla Sthefhanini (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB). Edson Giroto e Gilmar Olarte ainda não foram ouvidos.

A ex-vereadora, e então Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, Grazielle Machado (PR), filha de Londres, foi a primeira a denunciar o prefeito Alcides Bernal por suposta ilegalidades nas contratações. Machado fez a denúncia juntamente com os vereadores Flávio César (PTdoB), Carla Stephanini (PMDB), Elizeu Dionísio (PSL) e o presidente afastado da Câmara, Mario César (PMDB).

Giroto é investigado na Lama Asfáltica

Giroto perdeu as eleições em 2012 para Alcides Bernal e após as eleições de 2014 com a derrota de Londres Machado na chapa de Delcídio do PT para governo do estado assumiu o PR aqui no estado. Segundo o relatório da primeira etapa de investigações, que investiga esquema milionário envolvendo políticos de Mato Grosso do Sul e empreiteiras. As investigações apontam indícios de fraudes em obras públicas de rodovia, aterro e avenida. As Gravações revelaram um esquema milionário de políticos, empreiteiras e compra de votos de vereadores.

Agentes da Policia Federal estiveram na casa do ex-assessor especial do Ministério dos Transportes Edson Giroto, ex-deputado federal (PR-MS), entre 2011 e 2014, hoje atual presidente do partido. Giroto teve a porta de sua mansão avaliada em R$ 7 milhões arrombada durante a operação.

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