As buscas da diretoria do Flamengo por empréstimos para manter as contas em dia têm, também, o objetivo macro de continuar girando a engrenagem da redução de dívida. Se o Flamengo atualmente arrecada muito, os gastos com o que ainda deve também são muito grandes: foram R$ 150 milhões neste ano. Para se ter uma ideia, o orçamento previsto pelo clube para 2015 contemplava R$ 365 milhões. Neste universo, 41% do valor foi destinado ao pagamento de dívidas.

Após contratação de auditoria no início de 2013, a gestão de Eduardo Bandeira de Mello apresentou o valor da dívida rubro-negra: R$ 750 milhões. Com a torneira fechada, o clube caminhou na redução do valor e apontava ter chegado a um total de aproximados R$ 560 milhões no fim de 2014. A quantia exata da dívida rubro-negra atualmente ainda é incerta, embora estimado em cerca de R$ 500 milhões. Por mais que tenha pago R$ 150 milhões, o clube também contraiu empréstimos, como o mais recente, de R$ 10 milhões, para equilibrar o caixa e seguir a política de austeridade. Com mudanças de valores de juros, o novo valor só deverá ser conhecido no fim do ano.

“Tínhamos uma previsão de empréstimos de R$ 52 milhões neste ano. Vamos ficar com R$ 62 milhões. É uma questão temporária de fluxo de caixa. A gente pagou 150 milhões de dívidas, inclusive públicas. Só em bancos, por exemplo, pagamos R$ 70 milhões”, disse o vice de finanças do clube, Cláudio Pracownik.

No balanço do segundo trimestre de 2015 divulgado pelo clube, o Flamengo ainda devia R$ 144,7 milhões apenas em empréstimos contraídos de diferentes maneiras. R$ 56 milhões deveriam ser pagos a curto prazo, enquanto R$ 88,8 milhões a longo prazo. Ao banco BMG, responsável pelo empréstimo de R$ 10 milhões que deverá ser adquirido nos próximos dias, o valor total chegava a R$ 40 milhões, com prazo de amortização de dois anos e garantias dos contratos de tv com a Rede Globo e com a Adidas.

O Fundo Polo Capital, responsável por adiantamento dos contratos de cotas de tv aos clubes, é o grande credor, com R$ 60 milhões. O acordo foi assinado em dezembro de 2012, com prazo de até três anos para ser amortizado a partir de dezembro de 2013, com juros de 1,60 % ao mês. Há na lista, também, empréstimos do Consórcio Maracanã, no valor de R$ 26 milhões, CBF, com R$ 6,3 milhões, e até a Ferj, desafeta da diretoria, com R$ 1,3 milhão.

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