A polícia busca identificar os motéis de Campo Grande onde o padre Jocerlei José Tavares se encontrava com a coroinha de 16 anos que ele engravidou. Segundo a delegada Daniela Kades, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), os proprietários dos estabelecimentos correm o risco de perderem os alvarás por terem permitido a entrada da menor.

A delegada explica que, mesmo que eles não soubessem da presença da jovem no local, tinham o dever de fiscalizar a idade dos frequentadores e, por esta razão, devem responder judicialmente assim que forem qualificados.

Durante depoimento, a adolescente alegou que manteve relações sexuais por quatro vezes com o padre somente neste ano, todas em motéis. “Por enquanto ela ainda não divulgou o local (motel) exato onde seriam os encontros”, disse Kades.

As investigações buscam agora apurar se houve estupro ou não. De acordo com a delegada, se os encontros ocorreram em 2015 e de forma consentida, como afirma a coroinha, o caso será arquivado. No então, existe a informação de que desde os 11 anos ela frequentava a Paróquia Santa Rita de Cássia, no Bairro Universitário, onde o padre exercia a função de vigário paroquial. Aos 14, ela passou a atuar como coroinha e no último dia 21 de setembro descobriu que estava grávida de cinco meses, supostamente de Jocerlei.

“A menina diz que está apaixonada pelo padre, que todos os encontros foram consentidos e que jamais sofreu qualquer tipo de ameaça. Se isso for comprovado, realmente não haverá crime para investigarmos. O que buscamos agora é saber se ela sofreu algum abuso ainda quando menor de 14 anos. Queremos saber se foi aliciada por ele, por exemplo. Se houver esta confirmação, daremos andamento a inquérito de estupro de vulnerável”, pontuou Kades.

Por enquanto, apenas a vítima foi ouvida e a expectativa é a de que a mãe e a irmã dela prestem depoimento ainda nesta sexta-feira.

AFASTADO

O padre membro da Arquidiocese de Campo Grande e da Província Nossa Senhora Conquistadora dos Padres e Irmãos Palotinos de Santa Maria (RS), estava viajando a trabalho e retornou quarta-feira a Campo Grande.

Ele foi informado sobre a situação e foi oficialmente afastado do cargo. De acordo com a assessoria de imprensa da Arquidiocese, ele não ainda não foi intimado para depor e, depois que prestar esclarecimentos à polícia, deve voltar para o Rio Grande do Sul, onde será submetido às sanções da Província.

O CASO

No último dia 21, a adolescente foi levada pela mãe à Santa Casa, sob suspeita de problemas renais, já que estava com o corpo inchado. No local, a jovem disse imaginar que estava grávida de um desconhecido que supostamente teria lhe estuprado. Ela foi para a Depca, se recusou a falar, mas depois contou à mãe, diante de muita resistência, que se encontrava com o padre desde fevereiro de 2015, e que até então era virgem.

O caso foi denunciado à Depca e solicitado exame do IML (Instituo Médico Legal) para confirmação da gestão . A Arquidiocese da Capital divulgou em nota que Jocerlei deverá prestar toda assistência à jovem e ao bebê.

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