A revista Playboy surpreendeu os Estados Unidos e até mesmo o mundo ao anunciar nesta segunda-feira (12) que deixará de estampar mulheres nuas em suas publicações. O motivo é que todo tipo de nudez pode ser encontrado facilmente na internet, deixando a revista não mais lucrativa comercialmente.

A partir daí, muita gente ficou se perguntando se acontecerá o mesmo na Playboy Brasil. O jornal Extra conversou com o diretor de redação da publicação, Sérgio Xavier, que falou sobre o caso e admitiu que a edição brasileira também sofre da mesma crise.

Mas fez questão de frisar que a Playboy de cada país é livre para decidir o que for melhor. “Não sabemos ainda como vai ser o processo nos EUA, não houve qualquer comunicado aos parceiros. Mas a ‘Playboy’ tem a tradição de respeitar muito os mercados locais, deixar que cada país decida o que é melhor e como fazer”, disse ele.

O diretor citou um exemplo: nos anos 70, a revista nacional não tinha nu frontal e nem seios completamente expostos por causa da censura.

Sobre a decisão da Playboy americana de encerrar as publicações de mulheres nuas, Sérgio Xavier acha que faz todo sentido: “Acho pessoalmente que faz todo sentido o que o Hefner [Hugh Hefner, fundador da revista] faz. Estamos gradativamente perdendo com o nu. Mas precisaremos pensar no como fazer a transição. Teremos muito o que pensar e debater. Mas posso garantir que agora não há nada decidido. Mas no fundo é uma discussão instigante".

Criada em 1953 nos Estados Unidos, passando a circular no Brasil em 1975, a Playboy vem perdendo exemplares em circulação: saiu de 5,6 milhões em 1970 para 800 mil edições por mês atualmente.

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