Na base do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Dourados e Região a greve segue forte e a categoria mobilizada e coesa. Ontem, o quadro de paralisação seguiu inalterado com praticamente 100% de adesão dos trabalhadores.

São 49 agências paradas em 12 municípios. A base é composta por 50 unidades espalhadas por 13 cidades. Destes, apenas uma agência do Banco do Brasil, em Juty, ainda mantém as portas abertas.

Confira o número de agências fechadas por banco: 23 em Dourados, 04 em Maracajú, 04 em Caarapó, 04 em Rio Brilhante, 03 em Fátima do Sul, 02 em Nova Alvorada do Sul, 02 em Itaporã, 02 em Glória de Dourados, 02 em Deodápolis, 01 em Jatei, 01 em Douradina e, 01 em Vicentina.

Em relação ao quadro nacional o engajamento da categoria não é diferente. No primeiro dia de paralisação foram 6.251 agências fechadas. Desde então a adesão vem aumentando diariamente: para 8.763, 10.369, 10.818 e 11.437, ontem. Nesta quarta-feira (13/10), esse número subiu para 11.439 unidades sem funcionamento.

Segundo o Presidente do Sindicato, Janes Estigarribia, “No momento, não está prevista nenhuma nova negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários. Na ausência de uma proposta a categoria sustenta a posição de continuar de braços cruzados até que a pauta de reivindicações seja atendida pelos banqueiros.”

A categoria reivindica reajuste salarial de 16% (incluindo 5,7% de aumento real). Porém, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece proposta indecente de reajuste de apenas 5,5%, exceto para os seus executivos que já tiveram seus vencimentos reajustados em até 81%.

Os bancos lucraram R$ 36,1 bilhões somente no primeiro semestre deste ano. Com um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado, mas reduziram 7.107 empregos entre junho de 2014 e junho de 2015.

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