O dólar comercial fechou esta sexta-feira (16) em alta de 1,92%, a R$ 3,874 na venda. Com isso, a moeda norte-americana encerra a semana com valorização de 3,05%. O dólar tinha fechado as duas últimas semanas em queda.

No mês de outubro, a moeda ainda acumula desvalorização de 2,32% e, no ano, alta de 45,69%.

O dólar tinha caído nas últimas duas sessões; na véspera, recuou 0,32%.

Cenário nacional

Investidores continuavam preocupados com as contas públicas e com o cenário político no Brasil.

"Os problemas políticos são motivos suficientes para reverter aquela tranquilidade que vimos nos últimos dias", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano à agência de notícias Reuters.

Uma fonte de incerteza é a previsão de que a receita gerada com a recriação da CPMF, vista como vital pelo governo federal para equilibrar as contas públicas, não será considerada pelo relator da proposta Orçamentária para 2016, deputado Federal Ricardo Barros (PP-PR).

Além disso, quatro fontes do governo informaram à Reuters que o país deve desistir da meta de superavit primário --a economia feita para o pagamento de juros da dívida pública-- equivalente a 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) no orçamento deste ano e reconhecer que as contas fecharão no vermelho.

Além disso, há a instabilidade causada por um eventual início do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

"A situação parece cada vez mais frágil e isso deixa o mercado desorientado", disse o operador de um importante banco nacional, sob condição de anonimato.

Atuações do BC

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos.

Até agora, o BC já rolou US$ 5,630 bilhões, ou cerca de 55% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Mercado internacional

Na cena externa, investidores ainda discutiam quando os juros norte-americanos vão começar a subir, se neste ano ou no próximo.

Dados sobre a inflação e o mercado de trabalho nos Estados Unidos divulgados na véspera tinham trazido a aposta de alta ainda em 2015, mas a queda da produção industrial nos EUA em setembro divulgada nesta manhã novamente trouxe dúvidas ao mercado.

Juros mais altos nos EUA podem atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde as taxas são mais altas, como o Brasil.

(Com Reuters)

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