Denis Gustavo, morreu no hospital e, é a quinta vítima da execução registrada por volta das 17h desta segunda-feira (19) em Paranhos, a 466 quilômetros de Campo Grande, na rua Marechal Deodoro em frente da Padaria Bahamas. Além dele morreram na chacina, Bruno Vieira, Arnaldo Alderete Peralta (que seria de nacionalidade paraguaia), Rodrigo Silva e Mohamed Neto, conhecido pelo apelido de Jarrão.

Estão feridos em estado grave Anderson Betton, que já passou por uma cirurgia no hospital em Amambai; Diego Alderete (irmão de Arnaldo) perdeu uma perna e foi levado de avião para a ser atendido fora da cidade. Há um terceiro ferido, Emerson Lopes, cliente da padaria, que levou um tiro de raspão e está fora de perigo, segundo o site Internacional News.

Segundo informação obtida pelo Campo Grande News junto ao DOF (Departamento de Operações de Fronteira), que deslocou equipes para Paranhos para conduzir as investigações, apenas uma das vítimas, entre os cinco mortos, seria o alvo dos atiradores que, a bordo de uma caminhonete de cor preta, provavelmente modelo Hillux, teriam feito pelo menos 100 disparos de fuzil.

Este homem (de quem a polícia prefere não revelar a identidade) era um dos líderes do tráfico de drogas na cidade que faz fronteira seca com Ypehú, no lado Paraguai. Ele teria como negócio de fachada um lava-jato que fica justamente ao lado da padaria onde estava para tomar um lanche.

Neste momento os atiradores passaram em frente do estabelecimento, fizeram os disparos e acabaram atingindo todos que estavam por lá. Tudo levar a crer que a chacina é mais um episódio na guerra dos traficantes pelo controle do tráfico de drogas na fronteira. Estes confrontos resultaram em várias mortes nas últimas duas semanas em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

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