Foi identificado como Adriano Souza Oliveira, 30 anos, o piloto da moto que morreu durante colisão com uma viatura da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (10) na BR-163, entre as saídas de Três Lagoas e Cuiabá. No acidente ainda morreram o funileiro Antônio Muniz, 56, e uma mulher ainda não identificada.

A Polícia Federal apontou que a mulher que estava na moto não carregava documentos de identificação, apenas dois cartões de crédito, com nomes diferentes.

Envolvidos no acidente, os policiais Claiton Luiz de Melo e Claudemir Natalino Alves foram encaminhados para a Santa Casa, onde passam por avaliação médica, sendo internados para observação. Eles sofreram apenas escoriações pelo corpo.

Em nota, a PF afirmou que a guarnição sofreu acidente, vindo a capotar, assim colidindo com os outros dois veículos. A capotagem ocorreu durante perseguição a um veículo Duster branco, que, segundo informações, estava carregado com drogas.

Porém testemunhas apontam que os policias precisaram invadir a pista contrária para conseguir trafegar pela via. “Na verdade o que aconteceu aqui foi que as pessoas que estavam na frente da viatura, na pista, não desobstruíram a via, então eles tiveram invadir a pista contrária”, comentou César Alcântara Cavalcante, 40, que estava seguindo sentido Cuiabá, o mesmo que a viatura.

Ele disse que a viatura não colidiu com a Duster branca, antes de atingir os veículos. Um vendedor de 40 anos, que também estava no local, alegou que a viatura da Polícia Federal seguia a quase 150 km/h com giroflex ligado, então ele jogou o carro para o acostamento, mas os policiais perderam o controle da direção e capotaram.

Uma estudante de farmácia, de 21 anos, que não quis se identificar, apontou que a viatura colidiu com a moto primeiro e depois com o carro, mas não chegou a imprensar o condutor entre os veículos.

A Polícia Civil compareceu ao local, porém as investigações serão realizadas pela Polícia Federal. Viaturas do Corpo de Bombeiros, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e CCR MSVia foram acionadas para atender a ocorrência.

A PF e PRF “fecharam o cerco” para prender as pessoas envolvidas na perseguição. Duas viaturas da PRF, através do Núcleo de Operações Especiais, estão envolvidas na captura dos suspeitos. Todas as bases da Polícia Federal foram informadas sobre as características do veículo, para encontrar os bandidos.

A perícia da PF fechou as duas vias para a coleta de informações, mas uma das pistas foi liberada parcialmente. O congestionamento chegou a 2km, segundo PRF. A CCR MSVia faz o ordenamento do trânsito, em frente a Uniderp Agrárias.

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Fotos: Valdenir Rezende / Correio do Estado

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