Aptos em etapa de digitação pedem manutenção do concurso da Polícia Civil

Texto vazado estaria cheio de erros e não teria prejudicado o resultado da etapa

| MIDIAMAX/ANA PAULA CHUVA


Imagem do texto vazado após correção. (Divulgação)

O concurso da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul tem gerado um imbróglio na vida dos candidatos que realizaram a prova de digitação. Os considerados aptos na etapa pedem a manutenção da sétima fase alegando que o vazamento não teria prejudicado os que foram considerados inaptos no certame que se reuniram na tarde desta sexta-feira (27) pedindo a anulação da fase.

De acordo com o advogado Ary Brites, que representa 124 dos mais de 500 aprovados na fase, ressaltou ao Jornal Midiamax, que a por se tratar de uma prova técnica o conhecimento prévio do texto não faria de certa forma diferença, já que a avaliação era prática.

“É como se fosse colocasse dois corredores num percurso de 2 km, não vai me fazer correr mais ou menos eu saber a quilometragem, mas sim a minha capacidade física vai ser importante. A etapa foi de digitação, era uma prova prático técnica, conhecer o teor do texto não afetaria o resultado', disse.

Além disso, Ary ressalta que o vazamento aconteceu na manhã do domingo, e após isso aumentou-se o número de reprovados. “Foram dois dias de prova. Sábado à tarde, domingo pela manhã e pela tarde, o vazamento aconteceu no domingo por volta das 10h da manhã, ou seja, dois terços já tinham realizado a digitação e depois disso foram mais reprovados do que aprovados', destacou.

“O texto vazado foi corrigido ele tinha 147 erros. Vamos supor que a pessoa tenha decorado esse texto vazado, se comparar com o texto base são 147 erros, a pessoa decorou um texto e reproduziu sem nem olhar e comparar com o texto base. Era uma prova prático técnica em que eram permitidos apenas 20 erros. A questão era o tempo hábil, era conseguir efetuar uma digitação no tempo e com no máximo 20 erros. ', afirma.

Por essa razão, a defesa destaca que para os candidatos considerados aptos na fase a anulação é improcedente, já que o certame não foi abalado com o vazamento. “Os candidatos inaptos vendo uma possibilidade de questionamento se mobilizaram em fizeram algumas denúncias no Ministério Público que instaurou uma ação civil pública pedindo a anulação. Os aprovados na etapa ingressaram com uma ação popular pedindo a manutenção da fase, e estamos nisso desde novembro de 2018'.

“Nós temos a ordem por prosseguimento do concurso desde novembro. O Estado declarou impossibilidade financeira alegando que não conseguiam o prosseguimento. Mas não dá para desconsiderar, foi uma etapa do concurso como qualquer outra não dá para tirar o mérito de quem passou. São mais de 60% de aprovados. Nós temos legitimidade para recorrer e queremos a manutenção da etapa e o prosseguimento no certame', concluiu.

Apto

“Pelo cronograma do edital, a Acadepol deveria ter ocorrido em julho do ano passado. Estamos aptos. Fizemos tudo conforme o edital. Estudamos, treinamos e conseguimos a aprovação. E agora por causa de pessoas que não aceitam a reprovação, o concurso está parado. Os teclados e computadores q eles alegam ser diferentes e ter tido problema já foram todos periciados e concluiu -se que todos estavam em perfeitas condições”, afirma Joana Moro, uma das consideradas aptas na fase do concurso realizada em setembro de 2018.

Morando no interior, um outro candidato que prefere não se identificar, afirma que se sente muito prejudicado com esse impasse todo no certame. “Eu me dediquei inteiramente ao concurso. Sempre tivesse sonho de ser policial. Gastei muito para ir até Campo Grande para fazer todas as fases. Não vejo ilegalidade, não foi um gabarito que vazou,, foi a prova de uma candidata com mais erros do permitido ainda”, diz.

“A judicialização realizada pelo Ministério Público, acionado pelos candidatos que não foram aptos, acabou por atrasar esse concurso. Agora estamos esperando há mais de 1 ano resolver esse impasse. Confio  que o Tribunal de Justiça irá reverter a decisão absurda do juiz de primeiro grau, mantendo assim a prova. Espero também que o Estado dê prosseguimento no concurso”, finaliza.

Imagem do texto vazado após correção. (Divulgação)

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