“Sempre livrava o irmão de confusão”, diz família de caminhoneiro morto

Gilmar da Silva, de 37 anos, foi morto com três tiros ao defender o irmão, Robson de 33 anos, de mais uma confusão

| VIVIANE OLIVEIRA / CAMPO GRANDE NEWS


Parentes e amigos durante o velório de Gilmar na capela da Pax Nacional das Moreninhas (Foto: Silas Lima)

“O irmão sempre se envolveu em briga na rua e Gilmar estava sempre lá para o defender'. A frase é de uma cunhada do caminheiro Gilmar da Silva, de 37 anos, morto com três tiros no lugar do irmão, Robson, de 33 anos. O crime aconteceu por volta das 16h de ontem (19), na Avenida Araticun, no Bairro Moreninha, em Campo Grande.

Gilmar foi velado na capela da Pax Nacional na manhã desta sexta-feira (20), na Rua Ipamerim, na Moreninha, bairro onde a vítima vivia com a esposa, a enteada de 10 anos e os dois filhos de 3 e 5 anos. Durante o velório, a cunhada da vítima, Luciana Barbosa, de 46 anos, contou que Gilmar nunca se envolveu em briga, mas sempre defendia o irmão das confusões que ele arrumava na rua.

“Era algo recorrente. Ele sempre livrava o irmão de confusão', contou. Robson, segundo a família, é dependente químico, vive na rua, mas tinha um quarto nos fundos da casa do irmão. Segundo Luciana, Gilmar trabalhava como caminhoneiro e ontem tinha viagem marcada para Corumbá, mas por algum problema no caminhão não conseguiu ir.

No período da tarde, a vítima havia ido levar a babá dos filhos em casa, quando retornava encontrou o irmão, mais uma vez, envolvido numa briga. Ele, então, como de costume foi defendê-lo. Gilmar foi atingido por três tiros, dois na região do tórax e um no pescoço. O irmão chegou a ser levado à delegacia para prestar esclarecimento sobre o fato, mas como estava sob efeito de drogas não conseguiu falar o motivo da briga, que terminou com a morte do irmão.

Hoje de manhã, segundo os familiares, Robson não apareceu no velório. “O Gilmar era uma pessoa muito querida e muito trabalhadora. Ele mesmo nunca tinha se envolvido em briga, só defendia mesmo o irmão', contou a cunhada. Segundo ela, o filho mais novo ainda não entende que o pai não vai voltar mais, mas reproduz o que ouviu: “O ladrão matou o meu papai', disse.

Duas pessoas são procuradas pela morte do caminhoneiro. Os dois não tiveram nomes revelados, mas a suspeita é de que o filho tenha efetuado os disparos, enquanto o pai, segundo testemunhas, ajudou o suspeito a fugir.

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