Primeiro temporal do ano derruba árvores e alaga ruas em Dourados

Segundo Guia Clima da Embrapa, em 20 minutos, chuva chegou a 30 milímetros

| HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS


Douradenses cruzam a Marcelino Pires durante temporal desta quarta (Foto: Eliel Oliveira)

O temporal que atingiu a região de fronteira por volta de meio-dia desta quarta-feira (13) chegou às 14h30 a Dourados, a 233 km de Campo Grande. Acompanhada de vento, a chuva alagou ruas da área central e dos bairros, mas até 15h20 o Corpo de Bombeiros não tinha recebido chamado de inundação de residências.

Por enquanto há o registro de queda de três árvores, uma na Rua Eulália Pires no Jardim Clímax, outra ao lado da quadra da escola da Vila Cachoeirinha, e a terceira na Rua Adelina Rigotti, ao lado do Centro de Educação Infantil Paulo Gabiati, no Jardim Água Boa. No temporal de outubro, outra árvore havia caído nesse mesmo local.

O caso mais grave ocorreu no Jardim Clímax, onde a árvore caiu sobre os cabos da rede de energia elétrica e chegou a derrubar um poste no cruzamento onde existe semáforo. Equipes já estão no local para começar a retirar a árvore e consertar a fiação.

Na Avenida Hayel Bon Faker, também no Jardim Água Boa, região sul da cidade, a água inundou completamente as duas pistas e chegou a invadir calçadas de lojas.

De acordo com o Guia Clima da Embrapa Agropecuária Oeste, em 20 minutos, a precipitação chegou a 30 milímetros, o que equivale a 30 litros de água por metro quadrado. A temperatura, que às 14h10 estava em 33,6 graus com sensação térmica de quase 39, despencou para 23ºC.

Com a chuva de hoje, o volume acumulado em janeiro se aproxima dos 100 milímetros em 13 dias. O esperado para o mês é de 163 milímetros.

Segundo a Embrapa, a quinzena chuvosa ajuda a recuperar a umidade do solo em toda a região de Dourados. Apesar de muita chuva em dezembro, a precipitação ficou concentrada nas primeiras duas semanas do mês passado e o calorão das semanas seguintes secou a terra.

Em dezembro de 2020 choveu 131 milímetros em Dourados, quase 70% da média histórica. As chuvas. Em Rio Brilhante foram 154 mm, com mais da metade desse total ocorrendo em um único dia.

Em Ivinhema, outra cidade onde a Embrapa mantém estação meteorológica, a chuva de dezembro foi de 225 mm. “Devido à ausência de chuvas na segunda quinzena, os solos da região de Dourado e Rio Brilhante atingiram níveis insatisfatórios no último decêndio do mês', afirma a Embrapa.

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