Estuprador em série, padrasto volta para a cadeia após enteada revelar abusos

Homem de 29 anos já tem condenação por estupro e foi reconhecido por outra vítima após prisão em flagrante

| ANAHI ZURUTUZA E BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Mãe levou a filha ao plantão da Deam assim que soube dos abusos (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Condenado por estupro, homem de 29 anos voltou para a cadeia neste domingo (2) após a enteada, uma menina de 14 anos, revelar à mãe, e depois à polícia, que sofria abusos desde os 6 anos. Além da condenação, o suspeito já foi denunciado por estupro uma outra vez.

Segundo a delegada Fernanda Piovano, plantonista que atendeu a adolescente na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a vítima contou que o padrasto sempre fez “brincadeiras' com o intuito de “passar a mão' nela. Os abusos, que aconteciam sempre na ausência da mãe, foram se tornando mais frequentes e perturbadores.

“Se aproveitava da autoridade que exercia sobre ela para intimidá-la. Chegava a falar coisas libidinosas, com teor agressivo', detalhou a delegada. Umas das frases ditas pelo padrasto, conforme depoimento da vítima era: “Tô comendo a sua mãe e como você também'.

No sábado (1º), ainda de acordo com o narrado pela vítima, o padrasto a obrigou mostrar os seios para que ele tirasse uma foto. Para a adolescente, foi a gota d’água. Ela decidiu contar tudo à mãe, que imediatamente a levou até a Deam.

A Polícia Civil teria dificuldade em encontrar respaldo legal para prender o suspeito não fosse o histórico dele. Em buscas no sistema do Judiciário, a equipe da Deam encontrou contra o padrasto mandado de prisão em aberto em virtude de condenação por estupro.

No passado, o homem fez duas vítimas. “Nos dois casos foram mulheres desconhecidas. Ele passava de moto, ameaçava estar armado e as levava para um lugar ermo. Ele já tinha sido preso em flagrante por um dos estupros que praticou e a outra vítima o reconheceu como sendo autor do estupro que ela sofreu', explicou a delegada.

A denúncia da enteada foi registrada na Deam, mas será investigado pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) por se tratar de crime contra pessoa com menos de 18 anos.

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