O avanço da ditadura... Acorda, Brasil!
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| RODOLPHO BARRETO
ATÉ POUCO tempo atrás, os políticos brasileiros tinham pudor suficiente para não se exceder no descaramento. Não se ouvia falar com tanta naturalidade, por exemplo, que certo ministro de Estado fazia parte da “cota” de um partido, “cota pessoal do presidente”, e muito menos da “cota da primeira-dama”. Os deputados não faziam tão abertamente o 'toma-lá-dá-cá'. E o Supremo Tribunal Federal (STF) não tentava revogar uma decisão aprovada pela maioria dos parlamentares. O jogo mudou. E agora, parece que existe uma 'ditadura judicial' estabelecida. Existe literalmente um supremo poder? É o STF que dá as cartas na política? Pois é! Está em curso no país uma tentativa, quase que sem disfarces, de anular o Poder Legislativo. (revistaoeste.com)
Ao contrário do que ocorreu em outros momentos da história, desta vez não há movimentação de tropas nem generais no comando: quem pretende dissolver o Congresso é o consórcio STF-PT, que venceu as eleições de 2022. “O que acontece em Brasília é um festival de autoritarismo.” Veja a forma como o governo tratou a guerra entre Irã e Israel? O jornalista J.R. Guzzo compara o Brasil de 1947, quando o chanceler Oswaldo Aranha presidiu os trabalhos da sessão da ONU que criou o Estado de Israel, ao país governado por Lula, aliado do terrorismo, do crime e das ditaduras mais sórdidas do planeta. “O Brasil piorou tanto que virou um país-bandido”. Aqui, o crime compensa. Aqui, a oligarquia é poderosa. E a democracia? (Silvio Navarro)
DIAS DEPOIS do início dos ataques entre Irã e Israel, Celso Amorim, assessor internacional de Lula, repetiu o discurso que isenta o Irã e transfere todos os pecados aos Estados Unidos e a Israel. “O tom alarmista escondia a convicção ideológica. É uma visão que chega a tratar o Irã não como um regime que persegue minorias e financia o terror, mas como um injustiçado.” Ou seja, o discurso do governo Lula simplesmente esconde o fato de que o regime iraniano assombra os israelenses há décadas. Eles odeiam Israel abertamente. J. R. Guzzo ressalta que o país que poderia ter resultado do que existia em 1947 foi deformado por 40 anos de política “em torno, em função e em reação” permanente a Lula/PT. Estão arruinando o país? Por enquanto...
Agora, com a ajuda do STF, estão enfim construindo o que sempre quiseram: uma ditadura no Brasil. “Como diz a ministra Cármen Lúcia, manifestando o pensamento oficial do regime: ter uma opinião pessoal virou crime — coisa de pequenos tiranos.' O comentarista Augusto Nunes escreveu em artigo que a mulher lembrada pelo 'cala a boca já morreu' transformou-se na figura que faltava: a boba da corte. A infâmia não para por aí. Além do caso de amor com o Irã no Oriente Médio, Lula continua a apoiar o ditador Nicolás Maduro na América Latina — alheio à catástrofe venezuelana que bate às portas do Brasil todos os dias. O repórter Cristyan Costa passou uma semana em Roraima acompanhando a chegada descontrolada de moradores do país vizinho.
DADOS DO IBGE indicam que a quantidade de venezuelanos que residem no Brasil deu um salto de mais de 9.000% entre 2010 e 2022. Eram cerca de 3 mil. Hoje são mais de 270 mil. Nos cálculos do Ministério da Justiça, esse número é quatro vezes maior. A maioria dos imigrantes chega por Pacaraima (RR) e, depois de uma ligeira triagem, é liberada para a travessia da fronteira. Na reportagem especial da Revista Oeste, Cristyan Costa conta quem são, como vivem e para onde vão as vítimas do amigo de Lula. Agora, no esforço para atender aos desejos de regimes ditatoriais companheiros e, sobretudo, na tentativa desesperada de reverter o declínio de seu governo e dele próprio, Luiz Inácio Lula da Silva resolveu bater de frente com Donald Trump...
Nunca um mandatário brasileiro havia confrontado o presidente da maior democracia do mundo e um dos principais parceiros comerciais do país. A investida do bravateiro contumaz colocou o Brasil na mira de Trump. “Pela primeira vez na história deste país, o presidente dos Estados Unidos da América chamou a atenção do mundo para um problema que avança no Brasil: a ditadura disfarçada do Supremo Tribunal Federal, que tem como representante à frente do governo o petista Lula da Silva, disposto a atrapalhar o Ocidente', afirmou o jornalista Silvio Navarro. O anúncio da taxação de 50% foi claramente motivado pela postura radical de Lula contra os EUA e contra o dólar, além da “caça às bruxas” ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à direita.
INTERNAMENTE, o desespero para salvar o petismo da derrocada popular levou à retomada do falso e perigoso dilema “pobres x ricos”. Conforme afirma J. R. Guzzo, “num país onde o Estado não consegue garantir nem a vida dos cidadãos, e no qual os índices de violência estão entre os piores do mundo, atiçar hostilidades e jogar deliberadamente uns contra os outros é um convite aberto para o crime político”. Trata-se de uma falsa dicotomia, afinal, “o PT adora bilionários! E, vale notar, vários bilionários adoram o petismo”, diz o comentarista Rodrigo Constantino. Os próprios políticos brasileiros não seriam 'super ricos'? Eles serão taxados? Vão cortar privilégios, parar com a luxúria, a gastança? Enfim, vivemos um momento triste, interna e externamente.
E a decisão do ministro Alexandre de Moraes pelo aumento do IOF por decreto presidencial? É mais um marco no processo de deformação institucional promovido pelo Supremo Tribunal Federal. Trata-se de uma manifestação eloquente da crescente hipertrofia do STF e da corrosão sistemática dos princípios constitucionais que sustentam um regime democrático. O episódio do IOF escancara o que já havíamos alertado em outras ocasiões: o Supremo Tribunal deixou de ser o guardião jurídico da Constituição. Já não se limita a arbitrar impasses com base nos dispositivos constitucionais e legais; agora, conforme as conveniências políticas, simplesmente passa por cima daqueles que foram eleitos. Isso é Estado Democrático de Direito? (gazetadopovo.com)
DEMOCRACIA sem oposição? Não existe. Sendo assim, os parlamentares e demais autoridades precisam se posicionar diante de um STF cada vez mais ditatorial. O deputado Sóstenes Cavalcante pontuou que a imposição da tornozeleira à Bolsonaro, líder da oposição, ocorreu 'sem crime, sem condenação, sem prova'. Cavalcante listou as proibições – como o uso de redes sociais, sair de casa à noite, falar com embaixadores e conversar com aliados – e classificou-as como 'censura', uma 'tentativa desesperada de calar quem ainda representa milhões'. É muito contraste a situação de Bolsonaro, 'vigiado como bandido', com 'corruptos que são soltos'. Ou seja, adversário político pode ser preso! E os corruptos ficam soltos!? Isso é a nossa Justiça?
O deputado Rodolfo Nogueira (MS) descreveu a situação como uma 'vergonha para o Brasil', argumentando que Bolsonaro está sendo tratado como um 'criminoso perigoso', enquanto 'corruptos e delinquentes são soltos e aplaudidos', caracterizando uma 'caça às bruxas' promovida por um Judiciário que 'perdeu completamente os limites'. Para o deputado Coronel Tadeu, as ações contra Bolsonaro são 'desumanas e ilegais', violando seus direitos fundamentais, e o Judiciário transformando-se em 'instrumento de vingança política'. Já o deputado Capitão Alberto Neto alertou para um 'momento crítico de ruptura institucional', afirmando que 'impor tornozeleira, censura e toque de recolher a um ex-presidente sem condenação é ditadura escancarada'.
POR FIM, o deputado Rodrigo Valadares fez um apelo urgente para que o Congresso Nacional 'reaja e ponha fim a esse ciclo de autoritarismo', classificando as perseguições como uma 'vergonha internacional' e a decisão de Moraes como 'humilhante, arbitrária e totalmente desprovida de base legal'. O senador Jorge Seif Junior afirmou que as ações contra Bolsonaro confirmam a alegação de Donald Trump, de que um 'regime' estaria perseguindo o ex-presidente no Brasil. A deputada Júlia Zanatta classificou a medida como uma 'demonstração de força contra o líder de oposição', sugerindo uma 'coincidência' com o pronunciamento de Lula. É uma realidade de ditadura que estamos vivendo, infelizmente. Só não enxerga quem não quer. Mas... a esperança continua!
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