Transporte de carregadores portáteis tem novas regras em aviões
Norma estabelece limite por passageiro e proíbe recarga dentro da aeronave
| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) atualizou as regras para transporte de carregadores portáteis em voos no Brasil, com limite de quantidade e capacidade, proibição de recarga dentro da cabine e exigência de transporte na bagagem de mão, conforme norma publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24).
A medida estabelece que cada passageiro pode levar até dois powerbanks. Os equipamentos devem ter capacidade máxima de 100 watt-hora (Wh). Dispositivos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da companhia aérea. Acima desse limite, o transporte fica proibido.
A regra reforça a obrigatoriedade de transportar os carregadores apenas na bagagem de mão. A agência também proíbe recarregar os dispositivos durante o voo. O texto orienta que passageiros evitem usar os aparelhos para carregar celulares ou outros eletrônicos dentro da aeronave.
Os equipamentos precisam ter proteção contra curto-circuito. A norma exige terminais isolados ou armazenamento na embalagem original. A orientação busca evitar falhas que possam provocar aquecimento excessivo.
A atualização segue diretrizes da Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional). Segundo a Anac, o objetivo é reduzir riscos associados às baterias de lítio, que podem causar incêndios em cabine em caso de defeito ou mau uso.
A agência recomenda que passageiros consultem a companhia aérea antes do embarque. Empresas podem adotar regras mais rígidas conforme avaliação de risco operacional.
Casos recentes motivaram o reforço nas normas. Em janeiro deste ano, um carregador portátil explodiu em voo da Latam entre São Paulo (SP) e Brasília (DF). A situação obrigou o piloto a desviar a rota e pousar em Ribeirão Preto (SP).
Em agosto de 2025, outro equipamento pegou fogo em aeronave que fazia o trajeto entre São Paulo e Amsterdã. O incidente ocorreu durante o voo e exigiu ação da tripulação para conter o princípio de incêndio.
A Anac afirma que a revisão da instrução suplementar também atualiza procedimentos sobre transporte de artigos considerados perigosos. A regra inclui orientações para passageiros e recomendações para companhias aéreas ajustarem protocolos internos de segurança.
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