Preso em operação nacional admite uso de perfil falso para aliciar crianças

Homem de 36 anos foi capturado durante ação conjunta da Polícia Federal e Polícia Civil

| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Homem preso durante ação da polícia nesta terça-feira (Foto: Juliano Almeida)

Preso durante a operação Proteção Integral IV no Jardim Centenário, em Campo Grande, homem de 36 anos, confessou que usava perfil falso para aliciar crianças. A ação foi deflagrada pela Polícia Federal com apoio da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Segundo o boletim de ocorrência, registrado nesta terça-feira (28), a equipe cumpria mandado de busca e apreensão na residência do suspeito quando localizou um aparelho celular Xiaomi Poco X5 Pro, que foi apreendido para análise pericial.

Durante conversa com os agentes, o homem teria confessado que utilizava um perfil falso para conversar com outras pessoas demonstrando interesse em sexo com crianças. Ele também teria relatado que apagou conteúdos relacionados às conversas.

Após a ação, a polícia encaminhou o homem à delegacia com o material apreendido. A polícia também levou outra pessoa que estava no imóvel para prestar esclarecimentos. A polícia investiga o caso com base em crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Operação

A ofensiva ocorre simultaneamente em diversos estados brasileiros e também em outros 14 países, com foco em desarticular redes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Em Mato Grosso do Sul, há apenas mandados de busca e apreensão, sendo dois em Corumbá, dois em Naviraí, um em Anastácio e outro em Ribas do Rio Pardo.

Em Corumbá, um dos alvos é um rapaz de 19 anos e em Campo Grande outro homem foi preso em flagrante na Vila Nasser. Ao todo no Brasil são 175 ordens judiciais, sendo 16 delas de prisão.

Três crianças foram resgatadas durante a ação em Santa Catarina e mais uma no Amazonas, elas estavam em situação de abuso.

A rede de repressão também atua em países como Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.

O objetivo é combater crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de menores, aproveitando a proximidade do Maio Laranja - mês dedicado à conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil.

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